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Polícia Federal investiga ex-deputado federal por contrabando e posse de arma de fogo

João Pizzolatti é investigado pela Operação Politeia, um desdobramento da Lava-Jato. (Foto: Bernardo Jr./Agência Câmara)

Homem forte do PP no Congresso até janeiro do ano passado, o ex-deputado João Pizzolatti (SC) é investigado pela Operação Politeia, um desdobramento da Lava-Jato, por posse de arma de fogo e suspeita de contrabando. Em 14 de julho, quando foi deflagrada a ação, uma equipe da PF (Polícia Federal) apreendeu no sítio dele, em Pomerode (SC), uma pistola Taurus, modelo PT-101, calibre 40, carregador e 30 munições.

A arma estava sob o colchão do quarto de hóspedes, e as munições e o carregador em um criado-mudo. Segundo informaram os caseiros do sítio, o quarto “era ocupado por João Pizzolatti e sua atual companheira”.

A PF concluiu em exame que a arma estava “em condições plenas de uso e funcionamento”. Ao verificar que a pistola não tinha registro no Sinarm (Sistema Nacional de Armas), a corporação rastreou sua origem. A fabricante Taurus informou que a arma foi vendida em julho de 1995 à firma de armamentos Perfecta, localizada em Assunção, no Paraguai.

O adido da PF no país procurou o Comando de Material Bélico do Exército paraguaio, que procurou a Perfecta. Segundo a empresa, antes de 2010 “não existia uma regulamentação detalhada por lei nacional acerca da preservação dos arquivos do movimento comercial de importação” e, por isso, não mantinha mais os documentos do comprador. Agora, a PF quer saber como a arma chegou ao Brasil. (Folhapress)

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