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Operação da Polícia Federal é “para me calar e constranger”, diz Ciro Gomes

"Não há a menor dúvida que estou sendo vítima de uma grande arbitrariedade", declarou Ciro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e pré-candidato à Presidência, falou nesta quarta-feira (15) à GloboNews sobre a operação da Polícia Federal (PF) de que foi alvo.

“Estou sendo vítima de uma grande arbitrariedade. Intenção é me constranger, calar a minha boca e abater a minha disposição de oferecer ao Brasil uma proposta que começa por dizer que o Brasil não pode mais contemporizar com a corrupção”, disse Ciro.

Ciro disse que uma “fração da Polícia Federal capitulou” ao presidente Jair Bolsonaro e classificou a ação desta quarta como uma violência contra ele e a família.

Ele é citado em uma investigação sobre supostas irregularidades nas obras de ampliação da Arena Castelão, principal estádio do Ceará, para a Copa do Mundo de 2014.

Durante a entrevista, Ciro Gomes ainda citou sobre os valores da reestruturação da Arena Castelão, dizendo que foi o menor custo para reformas em estádios do Brasil. Além disso, lembrou que, à época das obras no estádio, não ocupava cargos públicos na política.

“Primeiro, o Castelão foi escolhido como o menor preço. Segundo, esse preço foi o menor do Brasil e de todos os estádios construídos no Brasil. Terceiro, nenhum delator, nem sequer na leviandade da delação premiada me acusou de receber qualquer tipo de vantagem ilícita. (…) E eu quero dizer que o delegado me arrolou como pessoa pública, e de novo, eu não era pessoa pública nenhuma”, disse.

O irmão de Ciro, Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e atual senador, também foi alvo da operação. Segundo a PF, as fraudes ocorreram entre 2010 e 2013, anos em que o Ceará era governado por Cid.

Cid se pronunciou na noite desta quarta a respeito da operação. Cid acusou, inclusive, o presidente Jair Bolsonaro de interferência.

“Uma molecagem. Com claros objetivos politiqueiros de desgastar a imagem do Ciro, de desgastar a nossa imagem, para que isso possa servir ao interesse nacional do moleque Bolsonaro”, disse Cid.

A Justiça quebrou os sigilos bancário e fiscal de Ciro e Cid entre 2009 a 2014. O sigilo telefônico dos dois também foi quebrado.

Por uma rede social, Ciro classificou a ordem como “abusiva”, alegou não ter relação com o caso e disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) “transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade.”

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