Uma operação conjunta da PF (Polícia Federal), Receita Federal e o Grupamento de Patrulha Naval da Marinha encontrou 1.322 quilos de cocaína no Porto de Santos, no Litoral de São Paulo. A droga estava dividida em 1.202 tabletes, dentro de 41 bolsas. Os agentes encontraram dois contêineres, que foram embarcados em Zárate (Argentina), com destino o porto de Antuérpia (Bélgica). A cocaína estava escondida em uma carga de amendoim, dentro de sacolas de exportadores.
Segundo a PF, homens armados invadiram o navio Grande Francia, de bandeira italiana, na noite de domingo (12). A embarcação aguardava a 15 quilômetros do acesso ao porto de Santos, em uma área onde os navios ficam ancorados até a liberação para atracar em um dos terminais do porto. Os tripulantes ficaram isolados em uma área segura da embarcação, enquanto que o grupo armado permaneceu na embarcação por aproximadamente duas horas.
Tripulação encontrou dois contêineres abertos
Na manhã desta segunda-feira (13), a tripulação encontrou dois contêineres abertos. Escoltado por militares, o navio foi autorizado a entrar no cais, quando vistoriado pela Polícia Federal e a Receita Federal foram encontradas as bolsas com os tabletes de cocaína nos contêineres abertos. A Polícia Federal investiga se o carregamento de cocaína, ou parte dele, foi içado pela quadrilha durante a invasão ao navio.
Apreensões em 2018
Mais de 13,6 toneladas de cocaína com alto grau de pureza já foram interceptadas e apreendidas no Porto de Santos até esta segunda-feira (13), informou o Alfândega da Receita Federal. Trata-se de um número recorde no cais. A quantidade registrada desde o início de janeiro supera as apreensões de 2017 (11.539 kg) e 2016 (10.622 kg). Para o Fisco, a utilização da tecnologia, aliada às ações de repressão no cais, inclusive com patrulhamento no mar, auxiliaram nos resultados, considerados os maiores de todo o Brasil.
“O Porto de Santos, em razão da importância no Brasil, é o mais visado”, fala o chefe da Divig (Divisão de Vigilância e Controle Aduaneiro) da Alfândega, Oswaldo Souza Dias Junior.
Segundo o auditor fiscal, a obrigatoriedade de escaneamento de cargas destinadas ao continente europeu, a análise de risco de contêineres, o patrulhamento marítimo e a utilização de cães farejadores auxiliaram nos resultados dos últimos anos. O desafio é manter esse panorama.
“Sabemos que o maior controle em Santos força as quadrilhas a procurarem outros portos. Recentemente, vimos o crescimento de apreensões no Rio de Janeiro (RJ) e Paranaguá (PR), e nossas equipes têm se preparado para isso”, afirma o chefe da Divig da Alfândega de Santos.
