No dia em que o ex-presidente Lula foi alvo da 24ª fase da Operação Lava-Jato, os líderes da oposição manifestaram apoio aos investigadores e centraram os ataques na sucessora do ex-presidente, a presidenta Dilma Rousseff. Os parlamentares da oposição decidiram paralisar as votações no plenário da Câmara dos Deputados até que seja instalada a Comissão do Impeachment.
Os partidos fizeram ainda uma convocação para que a população participe dos protestos de rua marcados para o dia 13 deste mês, para pedir a saída de Dilma. Mas pediram “serenidade” para evitar confrontos entre lulistas e opositores do ex-presidente. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que esse é um assunto para ser resolvido nos tribunais e não “no braço”. “Os líderes da Câmara vão, a partir da próxima segunda-feira, interromper as votações até que se instale a Comissão do Impeachment. É a oportunidade para se discutir os problemas graves que afetam todos os brasileiros”, afirmou Aécio, que anunciou a decisão, tomada após uma reunião com presença de deputados e senadores de PSDB, DEM, PPS, PTB, PRTB e PSB.
O processo de impeachment de Dilma foi paralisado porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recorreu da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou a eleição da Comissão do Impeachment, realizada no ano passado. (AG)
Oposição ameaça parar votações na Câmara dos Deputados para pressionar pelo andamento do impeachment

Senador tucano nega as acusações (Foto: José Cruz/Abr)