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Organização Mundial da Saúde aprova o uso da vacina da Moderna contra o coronavírus e abre caminho para distribuição pelo Covax

Entidade já concedeu autorização às vacinas da J&J, Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu a autorização de uso emergencial à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna, a quinta a ser incluída em uma lista da entidade desde o início da pandemia.

A aprovação da OMS abre caminho para que o imunizante possa ser distribuído pelo Covax, o consórcio mundial para garantir um acesso mais igualitário aos imunizantes.

A entidade já concedeu autorização similar às vacinas da Pfizer e BioNTech, da Johnson & Johnson e da AstraZeneca e da Universidade de Oxford fabricadas pelo laboratório SK-Bio, da Coreia do Sul, e pelo Instituto Serum da Índia.

Em comunicado, a OMS destacou que a vacina da Moderna já havia sido analisada pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês), que recomendou o uso do imunizante em todas as pessoas com mais de 18 anos.

Insumo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou que a Fundação Oswaldo Cruz produza o Insumo Farmacêutico Biológico (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca.

“Com isso, a Fiocruz está autorizada a iniciar a produção de lotes pilotos em escala comercial, da vacina Covid19 (recombinante) com o IFA produzido no Brasil. A produção será destinada ao SUS. Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo no registro ou fazer um pedido de autorização de uso emergencial”, informou a Anvisa.

De acordo com a agência, a aprovação técnica veio após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção e concluiu que Bio-Manguinhos cumpre os requisitos das Condições Técnico-Operacionais (CTO) para iniciar a produção de lotes.

A Fiocruz trabalha com a previsão de que a “validação dos processos do IFA nacional” esteja concluída em julho para depois solicitar a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. “Com isto, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz”, informa a fundação.

A Fiocruz tem contrato com ministério para entregar 104,4 milhões de doses no 1º semestre e 110 milhões no 2º semestre.

A produção da Fiocruz sofreu atrasos que começaram com problemas na importação do IFA. Eram aguardados ainda em janeiro insumos suficientes para 15 milhões de doses, como disse o então ministro Eduardo Pazuello. Ele explicou que, como compensação pelo atraso, a AstraZeneca se comprometeu a entregar 12 milhões de doses prontas.

Mas os atrasos continuaram em fevereiro, travando a utilização da fábrica que é capaz de produzir até 1,4 milhão de vacinas por dia e impedindo as primeiras entregas previstas já para a segunda semana daquele mês.

Além disso, em março, o Instituto Serum, da Índia, que fornece o insumo, também notificou o atraso no envio das doses prontas. Das 12 milhões aguardadas, apenas 4 milhões de doses prontas foram entregues.

Em abril, a entrega de 19,7 milhões de doses feita pela Fiocruz ao Ministério da Saúde superou a previsão de 18,8 milhões de doses para o mês. Após enfrentar problemas com a chegada do IFA e a regulagem de máquinas para envase, a fundação diz que, na semana passada, atingiu um recorde com 1 milhão de doses produzidas em um único dia.

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