Ícone do site Jornal O Sul

Organização Mundial da Saúde pede para o Brasil tomar medidas contra a variante indiana

Entre as pessoas infectadas, 1.085.572 (95% dos casos) já se recuperaram da doença. (Foto: Reprodução)

A OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um apelo na sexta-feira (21) para o governo brasileiro reforçar as medidas sanitárias para identificar casos da variante indiana do novo coronavírus Sars-CoV-2.

O pedido foi feito após o estado do Maranhão confirmar os primeiros contágios da cepa proveniente da Índia (B.1.617) no território brasileiro. Ao todo, cerca de 100 pessoas estão sendo monitoradas por terem algum tipo de contato com os casos confirmados.

A porta-voz da OMS em Genebra, Margaret Harris, afirmou que a OMS recomenda ao Brasil o fortalecimento de “suas medidas sociais” para garantir que não haja “chance para que o vírus ganhe espaço”.

A representante da agência ainda fez um alerta para que sejam evitadas aglomerações e pediu para as autoridades sanitárias aumentarem o ritmo de testes para detectar a covid-19.

Além disso, é necessário ampliar a capacidade de sequenciamento genético do Sars-CoV-2.

A.B.1.617 foi identificada pela primeira vez na Índia em dezembro do ano passado e, assim como as demais variantes mais agressivas, é considerada com maior capacidade de transmissão.

Estratégias

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se reuniu com o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, com o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, e técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na manhã deste sábado (22), para discutir estratégias que evitem a propagação da variante indiana da Covid-19 e de novas cepas que, porventura, venham a surgir.

Por ser a principal porta de entrada de viajantes de todo o mundo, o aeroporto de Guarulhos e, consequentemente, a cidade de São Paulo são focos de preocupação quanto à disseminação do vírus e mutações que possam ocorrer. Por isso, o ministro e as autoridades dos dois municípios paulistas, assim como a Anvisa, discutiram formas de evitar que variantes entrem por portos e aeroportos.

“Sabemos que o caso com a cepa indiana foi detectado rapidamente, mas temos que manter o acompanhamento dos pacientes infectados e das pessoas que tiveram contato com eles, incluindo os profissionais de saúde que atenderam essas pessoas”, disse Queiroga. “Considerando que São Paulo é a maior cidade do país e Guarulhos é o maior aeroporto, devemos reforçar a vigilância para que essa variante não se espalhe pelo Brasil”, explicou o ministro.

O Ministério da Saúde tem mantido contato com a Secretaria de Saúde do Maranhão, onde está ancorado o navio em que foram identificadas pessoas infectadas com a mutação de origem indiana. Um desses pacientes precisou ser socorrido de helicóptero para receber atendimento hospitalar. Dessa forma, a pasta também acompanha todas as pessoas que tiveram contato com esse paciente, incluindo os responsáveis pelo transporte e profissionais de saúde.

A Anvisa tem intensificado a vigilância em aeroportos, incluindo abordagem a passageiros antes e após voos. Uma portaria recém-editada proíbe a entrada de estrangeiros de voos com origem ou passagem pela Índia, Reino Unido, Irlanda do Norte e África do Sul.

“Nosso objetivo é acelerar a vacinação e, ontem, apresentamos um programa de testagem a ser debatido com estados e municípios”, disse Queiroga.

O plano de testagem anunciado na sexta-feira (21) é dividido em três eixos. Um deles é a realização de testes em sintomáticos; o segundo, em assintomáticos, por busca ativa em locais de grande circulação de pessoas e profissionais mais expostos ao risco; e o último é a soroprevalência, que permite o acompanhamento epidemiológico dos casos. As informações são da agência de notícias Ansa e do Ministério da Saúde.

Sair da versão mobile