Em nota divulgada na tarde de sexta-feira, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, afirmam que os marqueteiros Monica Moura e João Santana, responsáveis pelas campanhas do PT à Presidência da República em 2006, 2010 e 2014, estão mentindo. Segundo a defesa, o objetivo do casal seria obter benefícios como a redução de suas sentenças, por meio dos acordos de delação premiada.
“O ex-presidente Lula nunca tratou direta ou indiretamente do financiamento das campanhas eleitorais em que foi candidato ou apoiador”, ressalta o texto. “Ele sempre considerou este assunto de competência dos tesoureiros do partido e das campanhas, que prestam contas à Justiça Eleitoral. São mentirosas, portanto, as afirmações atribuídas aos senhores João Santana e Monica Moura, claramente vinculadas à negociação de benefícios penais na Operação Lava-Jato.”
Em outro trecho, a defesa argumenta que, atualmente, citar o nome do ex-presidente em depoimentos tornou-se “condição obrigatória” para que réus ou mesmo condenados obtenham favores da promotoria no âmbito da força-tarefa: “Há, inclusive, um pedido formal de investigação protocolado na Procuradoria-Geral da República, com base em denúncia veiculada por órgãos de imprensa. Nenhum dos delatores, no entanto, apresentou qualquer prova das menções feitas o ex-presidente Lula. Todas as citações se referem a supostas conversas com terceiras pessoas, ao ‘ouvir dizer’ ou conclusões subjetivas. Uma ação penal se decide à base de provas. E provas contra Lula não há, porque ele sempre atuou dentro da lei”.
