Durante a visita à obra do túnel do centro de Taguatinga na manhã desta terça-feira (31), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que cerca de 5 mil policiais vão trabalhar na segurança das manifestações previstas para o feriado da Independência no dia 7 de setembro. “A previsão inicial é de 5 mil homens, mas nós vamos ter todo o nosso efetivo para poder dar a segurança à população neste dia 7 da melhor forma possível”, destacou Ibaneis.
Por considerar uma área técnica, o governador declarou confiar no trabalho do secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo Souza Ferreira, para reunir as equipes de segurança que serão usadas no feriado da Independência. “Ele está reunindo todas as equipes de modo a dar toda a segurança possível àqueles que queiram se manifestar no 7 de setembro garantindo a segurança da população”, pontuou Ibaneis.
Em relação às possíveis manifestações marcadas para o dia do feriado, Ibaneis deseja que sejam pacíficas em prol da democracia no Brasil. “A gente aguarda para que sejam manifestações pacíficas lutando pela democracia que é o que importa para o nosso país”, comentou o governador.
A proteção será para toda a Praça dos Três Poderes. Há previsão de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participe dos movimentos pela manhã, em Brasília, e pela tarde, em São Paulo.
“Acredito que esse movimento do dia 7, como todos os outros feitos por pessoas simpáticas ao nosso governo ou simpáticos àquilo que nós defendemos são movimentos extremamente pacíficos, você não acha um papel no chão”, disse Bolsonaro.
Na mesma data, Bolsonaro deve participar de ato alusivo à Independência do Brasil, no Palácio da Alvorada, que deve ser reduzido e sem público. Em razão da pandemia, o tradicional desfile de 7 de setembro foi suspenso.
Em seu lugar, deve ocorrer uma cerimônia na residência oficial da Presidência da República, tal qual aconteceu em 2020, com a presença de poucas autoridades.
Além de atos pró-Bolsonaro, no Dia da Independência do País, organizadores do movimento Fora Bolsonaro decidiram que haverá manifestação de rua no dia 7 de setembro. A data é conhecida pelos desfiles militares, mas também pelo Grito dos Excluídos, tradicional manifestação promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
