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Os Estados Unidos, a Austrália e a Irlanda ameaçam passar a abastecer de carne os países que não querem mais comprar do Brasil

(Foto: Banco de Dados/ O Sul)

A carne podre foi parar na campanha presidencial francesa, ou se compreendeu a frase de Marine Le Pen pelo menos assim que se opõe a o livre comércio, em discussão em a segunda: “Importamos produtos alimentícios fabricados sabe-se lá como e que não respeitam as regras”.

Até a Jamaica interrompeu a carne de Brasil, noticia o “Jamaica Observer”. Finlândia, China, União Europeia, a lista parece não ter mais fim, por “Wall Street Journal” e “Financial Times”.

A República Popular da China, também conhecida simplesmente como China, é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,36 bilhão de moradoras, quase um quinto da população da Terra.

Os jornais financeiros começam a questionar, ambos mencionando a consultoria de Londres Capital Economics, se o escândalo vai atingir a suposta recuperação do país, que vinha sendo propagandeada sobretudo pelo Financial Times. Do Wall Street Journal:

O economista-chefe de emergentes da Capital declara que, embora seja cedo para saber o efeito, o escândalo pode “descarrilar a recuperação. É evidente que esta é a última coisa de que a economia de Brasil precisava”.

Na sua vez, o escândalo envolvendo mais 30 companhias alimentícias brasileiras acusadas de mudar a data de vencimento de carnes estragadas, maquiar seu aspecto ou utilizar químicos para mascarar o mau odor teve grande repercussão internacional.Ao abordar a operação chamada “Carne Fraca” da Polícia Federal, algumas publicações indicaram as consequências que o inquérito poderá ter para a economia de Brasil, porque atinge um dos principais produtos de exportação do país.

Via Reuters, no “New York Times”, o governo de America anunciou que testará a carne de Brasil por conta própria. E a lista dos exportadores concorrentes que podem ocupar a vaga brasileira em mercados como a China traz países de língua de Inglaterra como Austrália, Canadá e os Estados Unidos:

“A China não adquire carne dos EUA desde o pânico com a enfermidade da vaca louca. A interdição da carne de Brasil pode agilizar negociações para reabrir comércio”, declara economista da Universidade de Oklahoma.

O governo tentou diminuir o caso e rebater os argumentos técnicos da PF. Três pontos foram contestados: a utilização de ácido considerado cancerígena na mistura de alimentos, o uso de papelão em lotes de frango e de carne de cabeça de suíno. A resolução acontece após a Coreia do Sul intensificar as fiscalizações de carne de frango importada do Brasil e banir provisoriamente as vendas de produtos de frango da BRF, maior produtora de carne de frango do mundo. A BRF declara que se a informou não de a resolução.

Por aqui, na escalada de manchetes, o “Jornal Nacional” responsabilizou os concorrentes, mencionando a Irlanda, e também a PF.

Independentemente da ação de concorrentes ou da PF, a cobertura no exterior vem saindo sob o cabeçalho Corrupção, como na seção do Wall Street Journal.

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