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Os Estados Unidos enviarão respiradores a países latinos que combateram a imigração ilegal

Donald Trump e o vice Mike Pence chegam para entrevista coletiva sobre coronavírus na Casa Branca. (Foto: Olivier Douliery/AFP)

Os Estados Unidos enviarão respiradores a El Salvador e Honduras para enfrentar a pandemia de coronavírus, afirmou na sexta-feira (24) o presidente Donald Trump, destacando os esforços dos dois países centro-americanos no combate à imigração ilegal. O Equador também receberá ajuda, segundo o líder americano.

Em uma série de tuítes, Trump contou ter falado com os presidentes do Equador, Lenín Moreno, de El Salvador, Nayib Bukele, e de Honduras, Juan Orlando Hernández, aos quais anunciou que fornecerá respiradores fabricados nos EUA para pacientes de Covid-19.

O anúncio do socorro a El Salvador e Honduras acontece após os países terem assinado no ano passado —junto à Guatemala— acordos migratórios com os EUA, que diminuíram o fluxo de migrantes centro-americanos tentando entrar em território americano.

Em seus tuítes desta sexta, Trump destacou que trabalha “em proximidade” com o governo de Honduras e que El Salvador desempenha “um trabalho muito bom com a gente” na questão da imigração.

Outro ponto que contribuiu para a queda imigratória foi um pacto com o México, via utilizada pelos refugiados para chegarem aos EUA. Após uma conversa telefônica com Trump, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, anunciou na semana passada que irá comprar mil respiradores dos EUA.

A ajuda ao Equador —o segundo país da América Latina com mais infectados, atrás apenas do Brasil, mas com uma população 12 vezes menor—, segundo o presidente americano, será feita “de outras maneiras”, sem especificar quais.

O surto de coronavírus fez colapsar o sistema de saúde da segunda maior cidade do país, Guayaquil.

Trump, que ordenou que as fabricantes de automóveis Ford e General Motors produzissem respiradores, gabou-se na quinta-feira (23) da capacidade dos EUA de ter o equipamento para enfrentar a crise de saúde e disse que líderes estrangeiros estavam lhe pedindo suprimentos.

“Nenhum país está equipado como nós. Temos 11 lugares diferentes que fabricam respiradores”, afirmou o republicano a jornalistas.

A Indonésia também receberá respiradores americanos, após o presidente Joko Widodo ligar para Trump e pedir socorro.

Injeções de desinfetante

Donald Trump minimizou na sexta-feira (24) suas declarações sobre o uso de injeções de desinfetante para combater o novo coronavírus.

Trump disse que foi sarcástico quando sugeriu que as pessoas poderiam tentar a injeção do produto. “Eu estava fazendo uma pergunta sarcástica a repórteres como você, apenas para ver o que aconteceria”, disse a jornalistas na Casa Branca.

Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, Trump perguntou aos cientistas presentes sobre o papel dos desinfetantes na morte do coronavírus.

“Destrói (o vírus) em um minuto. Um minuto. E existe uma maneira de fazer isso com uma injeção ou como uma limpeza interna? Porque você vê que o vírus entra e se multiplica tremendamente nos pulmões”, disse ele.

Trump agora diz que estava conversando com um jornalista, fazendo “uma pergunta sarcástica a um repórter”.

Na verdade, ele estava conversando diretamente com um funcionário do Departamento de Segurança Interna na sala de reuniões, Bill Bryan.

Sentada ao lado de Bryan estava a principal consultora médica de coronavírus da Casa Branca, Dra. Deborah Birx. As informações são da agência de notícias AFP.

 

 

 

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