Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de março de 2018
O Departamento de Estado dos EUA publicou nesta sexta-feira (30) uma proposta para passar a coletar os dados de mídias sociais de quase todos que pedirem visto para entrar no país.
As novas regras, que ainda precisam ser aprovadas pelo Escritório de Administração e Orçamento do governo, tornariam obrigatório que todos pedindo visto de imigrante e de não-imigrante para os EUA revelassem suas identidades em mídias sociais usadas nos últimos cinco anos.
A informação seria usada para checar informações, segundo a proposta, e afetaria cerca de 14,7 milhões de pessoas por ano.
Anteriormente, segundo regras de maio de 2017, os agentes consulares eram instruídos a pedir dados de redes sociais apenas quando isso fosse necessário para uma checagem mais aprofundada, devido a possíveis ligações com terrorismo ou outras que impeçam a concessão de visto.
As regras passarão por período de comentários pelo público por 60 dias, antes de serem aprovadas ou rejeitadas pelo Escritório de Administração e Orçamento.
A proposta se insere na promessa do presidente Donald Trump de passar a fazer uma “checagem extrema” dos estrangeiros entrando nos EUA para prevenir ataques terroristas.
Se aprovadas, as novas regras também tornariam obrigatório que quem pede visto forneça os números de telefone e emails usados nos últimos cinco anos, além de seu histórico de viagens internacionais no período. Quem pede visto também terá que responder se foi deportado ou removido de algum país e se membros de sua família estão envolvidos em atividade terrorista.
Aprovação de Trump
A aprovação do presidente Donald Trump subiu para 42%, de acordo com duas pesquisas recentes. Um aumento que pode ser devido a dados econômicos mais otimistas dos Estados Unidos, embora a popularidade do líder republicano ainda seja menor do que a de seus antecessores.
A avaliação positiva de Trump aumentou de 35% para 42% de fevereiro a março, de acordo com levantamento mensal divulgado na quinta-feira pela CNN e outro estudo realizado em conjunto pela Associated Press e o Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos da NORC.
As duas pesquisas têm uma margem de erro de +/- 3,7-4,2 pontos percentuais.
A administração da maior economia do mundo continua a ser o ponto forte do magnata imobiliário que virou presidente: mais americanos (48%) agora aprovam como ele lida com a economia, contra 45% que desaprovam, de acordo com a pesquisa da CNN.
Os cortes de impostos adotados pelo Congresso em dezembro também foram um ponto decisivo para Trump: 46% dos americanos entrevistados aprovam a política fiscal do presidente, revela o estudo da AP-NORC.
A aparente tendência ascendente nos índices de aprovação de Trump não aparece na pesquisa semanal da Gallup, onde aparece desde maio do ano passado com uma aprovação de 40%.
Em comparação, após 430 dias no cargo, o democrata Barack Obama obteve uma taxa de aprovação de 49% em março de 2010, o republicano George W. Bush 79% (no período pós 11 de setembro) em março de 2002 e Bill Clinton tinha 51% em março de 1994.
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