No mês das férias escolares para a maioria das famílias, os brasileiros gastaram US$ 1,8 bilhão em viagens internacionais em julho deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira. O valor é 38% maior que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando os brasileiros deixaram US$ 1,3 bilhão no exterior.
A queda do dólar nos últimos doze meses, na comparação com o real, deixa as viagens ao exterior mais atrativas para os brasileiros e estimula os gastos fora do país. A moeda norte-americana fechou o mês de julho cotada a R$ 3,11. Já no ano passado a cotação no fim do mês era de R$ 3,24.
Em todo o ano de 2017, os gastos dos brasileiros em viagens internacionais somou US$ 10,6 bilhões. O valor é 26% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 7,8 bilhões).
Por outro lado, os estrangeiros estão gastando menos em viagens ao Brasil. Em julho deste ano, os gastos dos estrangeiros em viagens pelo país somaram US$ 440 milhões. O número é 5,5% menor que o verificado no mesmo período do ano passado: US$ 466 bilhões.
Entre janeiro e julho deste ano, também houve queda. As despesas dos estrangeiros no Brasil somaram US$ 3,4 bilhões, recuo de 5,5% na comparação com julho do ano passado (US$ 466 milhões).
Os gastos com as viagens (tanto de brasileiros como de estrangeiros) compõem as contas do setor externo do país, que, ao todo, fecharam o mês de julho com deficit de US$ 3,4 bilhões.
Dólar cai
O dólar opera em queda ante o real nesta quarta-feira (23), após comissão do Congresso aprovar a medida provisória que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) e com um placar bastante favorável, o que pode sinalizar um caminho não tão tortuoso ao governo nas próximas votações.
Às 16h49, a moeda norte-americana recuava 1,31%, vendida a R$ 3,1393.
Nova taxa de juros do BNDES
A comissão mista do Congresso aprovou a medida provisória por 17 votos a favor e 6 contrários e há expectativa de que o texto seja votado ainda nesta quarta-feira pelo plenário da Câmara, indo para o Senado na próxima semana. A MP perde a validade em 7 de setembro, daí a pressa do governo em aprová-la.
Na véspera, houve um revés depois que o presidente da comissão mista, senador Lindberg Farias (PT-RJ), encerrou a sessão sem que a MP tivesse sido votada, ao justificar que ela não trazia os requisitos orçamentários necessários.
A TLP vai substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reduzindo os subsídios e ajudando o governo a reequilibrar as contas públicas.
De acordo com a equipe econômica do governo, o objetivo da substituição da TJLP é fazer com que a nova taxa aproxime as condições de empréstimos do BNDES às praticadas pelo mercado.
Cenário interno
No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas, mas subia ante divisas emergentes como o rand sul-africano e o peso chileno, segundo a Reuters.
Há ainda no mercado expectativa pelo encontro de Jackson Hole, onde a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, discursa na sexta-feira.
Sessão anterior
Na véspera, o dólar terminou o pregão em alta 0,4%, vendido a R$ 3,1810. (AG)
