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Os policiais reduzem de 18 para três as reivindicações para encerrar o motim no Ceará

Após reunião no 18º Batalhão da Polícia Militar em Fortaleza, na tarde da sexta-feira (28), os policiais militares amotinados reduziram a quantidade de reivindicações feitas para por fim aos motins no Ceará.

Se antes eram 18 pontos, agora são três: anistia, reajuste entre patentes e regulamentação da carga horária. A informação foi confirmada pelo advogado e coronel reformado do Exército, Walmir Medeiros, representante dos policiais, que realizam paralisação no Estado pelo 11º dia consecutivo.

Além dos pontos reivindicados, os PMs definiram os nomes que irão compor a mesa de negociação. Além de Medeiros, os outros líderes são: sargento Reginauro, ex-presidente da Associação dos Profissionais de Segurança (APS); Soldado Noélio, deputado estadual do Ceará; Cabo Monteiro, um dos policiais amotinados, e o deputado estadual Soldado Prisco, da Bahia. Os nomes podem mudar.

A comissão especial com membros dos três poderes e representantes de policiais militares no Ceará formularam na tarde deste domingo (1º) uma nova proposta para tentar chegar ao fim da paralisação da PM no estado. O motim de parte dos policiais militares chegou ao 13º dia neste domingo com aumento no número de homicídios em todo o estado.

A proposta foi debatida desde a manhã e será votada, ainda neste domingo, por policiais que ocupam o 18º Batalhão da Polícia Militar, epicentro do movimento de paralisação da categoria. O deputado Evandro Leitão, representante do poder legislativo na comissão especial que tenta diálogo para encerrar a crise na segurança pública. Afirmou que não poderia revelar o conteúdo da nova proposta.

“Foi um diálogo bastante produtivo, evolui. Tivemos um produto que está sendo encaminhado para o 18º Batalhão, onde estão os manifestantes. Vamos ficar aguardando um posicionamento para que, definitivamente, possamos ter uma resolução para que o Ceará seja pacificado, e as forças de segurança voltem às atividades”, afirmou Evandro Leitão.

Além de representantes dos três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário –, a comissão especial tem membros da OAB, Exército, Força Nacional e Defensoria Pública. Os três interlocutores que defendem os policiais são o vereador Reginauro Medeiros, o deputado Soldado Noélio e cabo Monteiro.

Desde o início do motim dos policiais, o número de homicídios no Ceará teve um forte aumento. O número de assassinatos no Ceará cresceu 138% quando comparados os primeiros 25 dias do mês de fevereiro de 2019 e 2020.

Foram 47 policiais militares presos desde o início do motim. Desse total, 43 agentes foram presos por deserção, que é o abandono do serviço militar; 3 presos por participar em motim; e 1 PM preso por queimar um carro particular.

Outros 230 policiais foram afastados das funções por motim, insubordinação e abandono de posto de trabalho. Eles terão o pagamento de salário suspenso por 90 dias e deverão devolver distintivo, identidade funcional, algema e arma.

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