Os preços do diesel e da gasolina seguiram em queda nesta semana nos postos do País, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (13) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 0,35%, a R$ 4,515. O preço do litro do diesel caiu 1,17% no período, para R$ 3,618, pela sétima semana seguida.
O litro do etanol teve alta de 0,12%, para R$ 3,253 o litro.
Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região.
Preços nas refinarias
Com o tombo do preço do petróleo, a Petrobras reduziu o preço do diesel em 6,5% e o da gasolina em 9,5% nas refinarias nesta sexta.
O movimento ocorreu num momento em que a cotação do petróleo acumula forte queda diante do avanço coronavírus no mundo e dos possíveis impactos do vírus na atividade econômica global.
Os preços do petróleo já recuaram cerca de 50% desde máximas tocadas em janeiro. Na segunda-feira, eles tiveram a maior queda percentual diária desde 1991, com a Guerra do Golfo, após a Arábia Saudita ter iniciado a guerra de preços.
Petróleo
Os preços do petróleo encerraram nesta sexta-feira a pior semana desde a crise financeira de 2008, abalados pela pandemia de coronavírus e por esforços da Arábia Saudita e aliados para inundar o mercado com níveis recordes de oferta.
A rara combinação de choques severos tanto de oferta quanto de demanda levou o mercado de petróleo ao colapso, à medida que produtores de todo o mundo se preparam para um inesperado excesso do combustível fóssil a partir das próximas semanas.
“O problema é uma guerra de preços em meio a um mercado que já se contraía, com as paredes se fechando”, disse Daniel Yergin, historiador norte-americano especializado em energia.
Nesta sexta-feira, as cotações registraram alta, recuperando-se depois de os Estados Unidos e outros países assinarem planos de suporte a economias em enfraquecimento.
No acumulado da semana, porém, o Brent cedeu 25%, maior queda semanal desde a crise financeira global de 2008. O valor de referência internacional fechou esta sexta-feira em alta de 0,63 dólar, a 33,85 dólares por barril.
Os contratos futuros do petróleo dos EUA despencaram cerca de 23% na semana, também maior recuo percentual desde 2008. Nesta sexta-feira, o WTI avançou 0,23 dólar, a 31,73 dólares o barril, depois de ter atingido máxima de 33,87 dólares na sessão.
“Há expectativas de que todos os estímulos estabilizem a economia e compensem parte das preocupações relacionadas ao enfraquecimento da demanda, mantendo partes da economia fortes o suficiente para sustentar os preços do petróleo”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. As informações são do portal de notícias G1 e da agência de notícias Reuters.
