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Os sintomas mais comuns que surgem alguns meses antes da morte, segundo especialistas

Esses indivíduos apresentam desempenho em testes de memória comparável ao de pessoas pelo menos 30 anos mais jovens. (Foto: Freepik)

Enfrentar a perda de um ente querido pode ser doloroso, comovente e até traumático. Detectar alguns dos sintomas que a pessoa pode sentir em seus últimos momentos representa um grande desafio emocional para as famílias, afinal não é fácil aceitar que alguém próximo está prestes a partir.

De acordo com o site Web MD, os sinais que indicam a proximidade de um falecimento costumam aparecer entre um e três meses antes do desfecho. O jornal inglês “The Mirror” conversou sobre o tema com a médica Carol DerSarkissian, que detalhou.

“Alguns sintomas são evidentes, como a necessidade de descansar mais; outros são mais sutis, como a mudança de cor nos joelhos, pés e mãos, que podem se tornar arroxeados ou azul-escuros. Além disso, é comum que o paciente se isole e deixe de aproveitar as atividades cotidianas”.

Outro indício relatado com frequência é a redução na ingestão de alimentos e líquidos. No entanto, isso tende a variar conforme a idade e outras características do indivíduo. Há casos, ainda, em que ocorre mudança de cor nos pés, indicando assim o avanço da doença.

O mesmo endereço eletrônico indica que, uma ou duas semanas antes do falecimento, a pessoa pode sentir cansaço extremo e preferir permanecer na cama. Além disso, há casos em que surgem alterações nos padrões de sono.

A lista prossegue com dores no corpo, mudanças na pressão arterial, respiração e ritmo cardíaco. Mentalmente, o indivíduo pode experimentar confusão, desorientação ou até alucinações. Enquanto idosos tendem a falar menos durante essa fase, crianças podem se tornar mais comunicativas.

Cuidados paliativos

Os especialistas em cuidados paliativos destacam a importância de estar presente nos últimos dias de um familiar, independentemente dos sintomas que ele apresente. Acompanhar e oferecer apoio é fundamental tanto para o paciente quanto para as pessoas ao seu redor.

Ouvida pela mesma reportagem, a enfermeira Julia McFadden comentou sobre outro sinal que pode ser recorrente em pessoas nesse tipo de situação:

“Quando alguém está realmente doente e ativamente quase morrendo, ou seja, a poucos dias da morte, pode parecer, de repente, que melhora. Isso pode se manifestar de diferentes formas, mas muitas vezes o indivíduos começa, de repente, a comer, falar ou mesmo caminhar. A pessoa volta a demonstrar um pouco mais de personalidade, sorri e faz brincadeiras, mas geralmente falece poucos dias depois disso. Às vezes, na mesma noite.”

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