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Os suspeitos de invadir celulares de autoridades do País ficam isolados em presídios

Secretário de Estado americano falou sobre autoria do ataque que atingiu várias agências dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

Três suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades estão em celas isoladas em presídios do Distrito Federal. As informações são do portal G1.

A transferência de três dos quatro suspeitos pela invasão de celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de procuradores e outras autoridades dos Três Poderes começou pouco antes do meio-dia de sexta-feira (2).

Suelen Priscila de Oliveira, Gustavo Henrique Elias Santos e Danilo Cristiano Marques foram levados ao IML para fazer exames de corpo de delito.

De lá, Suelen foi para o presídio feminino da Colmeia, que fica no Gama, cidade próxima à Brasília. E os homens, para o presídio da Papuda, também no Distrito Federal.

Walter Delgatti Neto continua detido no prédio da Superintendência da Polícia Federal, onde trabalha o delegado titular do caso, porque estaria colaborando com a investigação.

O advogado dele já declarou que cópias do conjunto das informações, ou seja, as mensagens hackeadas, estão guardadas com pessoas no Brasil e no exterior.

A Justiça converteu a prisão deles em preventiva – sem prazo para terminar -, ao aceitar os argumentos da Polícia Federal de que há elementos concretos da participação deles em outras ações criminosas.

Além da violação do sigilo telefônico e da invasão de dispositivo informático, o grupo pode estar envolvido em crimes como lavagem de dinheiro, fraudes bancárias e estelionato.

Na decisão, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, disse que Walter Delgatti afirma ter agido sozinho e não ter recebido nenhuma vantagem em troca das mensagens capturadas das contas do Telegram de suas vítimas. “Mas que a análise dos computadores e discos rígidos apreendidos na casa dele atestou a realização de 5.812 ligações suspeitas”.

Que “do material apreendido da casa do casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira foram encontrados cartões e boletos em nome de terceiros”. Segundo o juiz, “boletos bancários fraudulentos, além de diversas máquinas de leitura de cartão de crédito e débito, que indicam a possível prática de fraudes bancárias”.

Destacou que “também foram encontradas conversas em aplicativo entre Gustavo e Walter, onde Walter descreve métodos de fraudes bancárias que ele pratica usando coleta de códigos SMS”.

Em relação a Danilo Cristiano Marques, o juiz afirmou que “mensagens armazenadas no celular mostram que ele não atuou apenas como testa-de-ferro de Walter; que há indícios da participação direta dele nas fraudes bancárias e estelionatos praticados pelo bando”.

Apesar de Walter Delgatti ter negado o recebimento de dinheiro, o juiz disse que “há diversas lacunas que não foram esclarecidas, como a origem do R$ 99 mil encontrados na residência de Gustavo e de Suelen, a motivação de Walter Delgatti Neto ao repassar informações sigilosas ao site Intercept, e se recebeu alguma quantia em pagamento”.

O juiz reforçou que a prisão é a única forma de estancar a continuidade dos crimes. Disse que Walter Delgatti, suspeito de ser o chefe do esquema, declarou ter habilidades em informática, e concluiu que se ele for solto, poderá destruir provas e atrapalhar as investigações, e que ainda falta detalhamento da extensão desta possível organização criminosa.

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