À imagem e semelhança do rei do rock, o padre Marcos Roberto Pires vê, do altar, o número de fiéis multiplicar. Mais conhecido como Padre Elvis, ele atrai, a cada missa, 1.500 pessoas, que se espremem na paróquia Santíssima Trindade, em São Paulo. O religioso, prestes a lançar o CD “O Senhor é rei ao vivo”, que chega às lojas na sexta-feira (28), está pronto para conquistar com louvores um público ainda maior. Em comum a seu ídolo da música, ele destaca apenas o aspecto físico.
“Essa comparação surgiu dos fiéis. Nunca neguei que sou fã do Elvis Presley desde pequeno. Além disso, o formato do meu rosto e o estilo (com direito a topete e costeleta) lembram o dele. Acredito que, por esses motivos, o povo passou a me chamar carinhosamente assim. Espiritualmente não temos nada a ver”, esclarece ele, que ganhou o apelido quando dava aula de geografia em um colégio particular: Eles falavam: “Olha o professor Elvis”.
É na missa de cura e libertação, nas noites de quinta-feira, que ele mostra o seu virtuosismo performático, com um repertório de músicas animadas. Ergue as mãos aos céus e tem todos os movimentos copiados pelo público, que precisa chegar com pelo menos duas horas de antecedência para garantir um lugar junto ao novo fenômeno católico. (AG)
