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Palácio do Planalto tenta evitar boicote da Seleção Brasileira à Copa América

“Vemos um complô em andamento”, diz um assessor próximo de Bolsonaro. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A tensão aumentou muito no Palácio do Planalto ante a possibilidade de a Copa América se tornar um fiasco. Assessores do presidente Jair Bolsonaro já levantam a possibilidade de jogadores da Seleção Brasileira, em especial, os que atuam na Europa, estarem atuando nos bastidores para convencer outros times a acompanharem a decisão do grupo brasileiro de boicotar a competição.

“Vemos um complô em andamento”, diz um assessor próximo de Bolsonaro. Para ele, estão tentando manchar a imagem do presidente, que “assumiu o ônus” de aceitar a realização da Copa América no Brasil, depois de o torneio ser rejeitado pela Colômbia e pela Argentina. “Virou uma guerra política”, acrescenta.

No entorno do presidente, admite-se que o boicote à Copa América terá um custo político enorme para Bolsonaro, que bancou a realização do evento no Brasil, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. O país caminha rapidamente para 500 mil mortes pela covid – somente os Estados Unidos da América têm mais vítimas da doença.

A ordem do presidente da República é para que não haja recuo no seu propósito de realização da Copa América no Brasil, pois o assunto virou uma “questão de honra”. O início dos jogos está marcado para o dia 13 de junho. No Planalto, ainda há a torcida para que os jogadores da Seleção e a equipe técnica chefiada por Tite sejam enquadrados pela Confederação Brasileira do Futebol (CBF).

“Não se pode esquecer que a remuneração da Seleção Brasileira por jogar a Copa América é muito alta. O prêmio pela vitória no torneio também é compensador. Certamente, os jogadores sabem bem disso”, diz outro integrante do Palácio do Planalto. “Vamos ver o que fala mais alto, o bolso ou a posição política”, frisou.

Ciente de que Bolsonaro pode ser submetido a um vexame mundial, o Planalto corre para tentar evitar o boicote da Seleção Brasileira à Copa América. “Os jogadores não podem desafiar o presidente”, assinala, revoltado, o mesmo integrante do Planalto.

Imunização

Representantes da CBF e do Ministério da Saúde se reuniram para definirem detalhes da vacinação contra a Covid-19 dos jogadores e demais membros da seleção brasileira antes da Copa América, prevista para começar no próximo domingo. A vacinação não será obrigatória para os participantes do torneio.

Os integrantes da seleção brasileira que quiserem se vacinar receberão a primeira dose da vacina na quarta-feira, em Luque, no Paraguai, na sede da Conmebol.

A entidade sul-americana recebeu 50 mil doses do imunizantes como doação do laboratório Sinovac, em troca de ser patrocinadora oficial da Copa América.

Alguns jogadores já se vacinaram, casos de Marquinhos, Neymar e Lucas Paquetá, que atuam no futebol francês. O técnico Tite recebeu a segunda dose no último dia 14.

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