A pandemia causada pelo novo coronavírus obrigou a família real a fechar seus principais palácios, usualmente abertos no verão do hemisfério norte para turistas, e essa atitude vai pesar no bolso da rainha Elizabeth II. Segundo o jornal “Daily Mail”, Lord Chamberlain, título real de funcionário que ocupa o mais alto posto administrativo da família, avisou ao staff por email que a medida vai custar à Coroa 18 milhões de libras, algo em torno de R$ 126 milhões.
Só no ano passado as visitas geraram 70 milhões de libras, entre entradas e compras de souvenires. A abertura do palácio de Buckingham costuma render, em média, 12 milhões de libras por ano. A do Castelo de Windsor, 25 milhões. Holyroodhouse, em Edinburgo, na Escócia, 5,6 milhões. E a Clarence House, casa do príncipe Charles, 132 mil.
“A crise já testou nossa resiliência, adaptabilidade e preparação de várias maneiras e em todos os níveis em toda a organização. Também teve um impacto significativo nas atividades de toda a Casa Real. Embora o Reino Unido pareça estar acima do pico de infecções, ainda não está claro quando medidas como o distanciamento social chegarão ao fim. Devemos, portanto, supor que ainda podem levar muitas semanas, se não meses, até que possamos voltar aos negócios como de costume”, dizia o email enviado aos funcionários.
No email ficou claro que todas as obras emergenciais dos palácios estão suspensas até segunda ordem, assim como novas contratações.
Número de mortos
O número oficial de mortos pela Covid-19 no Reino Unido chegou a quase 43.000, reforçando o status do país como o mais atingido na Europa e levantando mais perguntas sobre a resposta do primeiro-ministro Boris Johnson à crise.
Novos números oficiais da Inglaterra e do País de Gales elevaram o número de mortos a pelo menos 42.990, apontou um levantamento da Reuters, que inclui dados publicados anteriormente da Escócia e da Irlanda do Norte, além de mortes hospitalares recentes na Inglaterra.
Os dados desta terça-feira do Instituto Nacional de Estatísticas britânico também revelaram um quadro sombrio em casas de repouso, que foram especialmente afetadas pelo vírus que já matou mais de 317.700 em todo o mundo.
O número de mortos em casas de repouso em todo o Reino Unido ultrapassou 10 mil em 8 de maio, mostraram os dados.
Embora diferentes maneiras de contar dificultem as comparações com outros países, o número confirmou que o Reino Unido estava entre os mais afetados pela pandemia.
Um número tão alto de mortes aumenta a pressão sobre Johnson. Os partidos de oposição dizem que ele foi muito lento para impor um confinamento, introduzir testes em massa e levar equipamento de proteção suficiente aos hospitais. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.
