O movimento ultraconservador “Legião de Cristo” receberá perdão religioso após protagonizar um dos maiores escândalos de pedofilia da Igreja Católica. O papa Francisco resolveu conceder ao grupo a chamada “indulgência plenária” como forma de limpar o passado do grupo, que está completando 75 anos.
A congregação tenta se livrar de um passado repleto de escândalos, o principal deles figurado por seu próprio fundador, o mexicano Marcial Maciel, que foi acusado de pedofilia e de ser pai de várias crianças. De acordo com informação do Vaticano, a concessão de indulgência plenária faz parte da celebração de 75 anos da congregação e para recebê-la os membros da ordem deverão cumprir penitências.
O pedido de indulgência plenária foi feito pelo atual líder da “Legião de Cristo”, Eduardo Robles-Gil, como tentativa de celebrar dignamente o aniversário da congregação. “Após o enorme escândalo provocado por seu passado infernal, o grupo iniciou um período de purificação”, conforme revelou a rádio do Vaticano.
De acordo com o Vaticano, os membros da Legião receberão o perdão da Igreja “se dedicarem uma quantidade de tempo suficiente a trabalhos espirituais ou corporais de misericórdia. Além de dedicar tempo para aprender ou ensinar a doutrina cristã, ou se participarem de missões de evangelização”.
Com um pedido coletivo de “perdão” pelos “comportamentos graves e objetivamente imorais” cometidos pelo falecido Maciel, apresentado em um comunicado em 2014, o movimento prometeu “iniciar uma nova etapa” depois de estar à beira da dissolução. (AG)
