Ícone do site Jornal O Sul

Para a presidenciável Marina Silva, a violência no País não será resolvida com armas nas mãos das pessoas

Ex-senadora vê na proposta uma mera transferência de responsabilidade. (Foto: Reprodução/Twitter)

Nessa sexta-feira, a candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede Sustentabilidade) voltou a atacar a proposta do seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), que promete facilitar a aquisição e o porte de armas pelos cidadãos, caso seja eleito.

A ex-senadora e ex-ministra criticou a ideia, que considera uma transferência de responsabilidade da segurança pública aos contribuintes, que já pagam impostos para serem atendidos pelo Estado nessa e em outras áreas.

“Quem tem obrigação de dar segurança para as pessoas é o Estado. É muito fácil ser candidato e dizer que, se for eleito, as pessoas vão ter o direito de ter uma arma para se defender”, criticou Marina em uma praça de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

“Além de pagar imposto, além de ter que sustentar um monte de gente nos Ministérios e no Congresso Nacional, ainda vem dizer para a gente que quem vai defender a sua casa e sua família é você mesmo com uma arma? Isso não tem cabimento!”

Ela participou de um evento organizado pelo movimento Acredito, que contou coma participação de candidatos da região. Por cerca de uma hora, Marina respondeu a perguntas de moradores numa roda de entrevista.

Campanha

Essa não foi a primeira vez em que Marina criticou a proposta. E esse questionamento deve se intensificar com a proximidade das eleições, em um cenário no qual ela ocupa o segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto (atrás de Bolsonaro) sem o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais cedo, na Casa Firjan, na capital fluminense, a candidata da Rede havia defendido a necessidade de um julgamento ágil no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o pedido de registro da candidatura do líder petista.

 

Sair da versão mobile