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Para analistas, única saída do Banco Central é subir juros na próxima reunião, dia 19

Um novo ciclo de alta de juros servirá para mostrar que o BC está comprometido com o controle da inflação. (Foto: Antonio Cruz/ABr)

A previsão de uma inflação teimosa em 2016 – menor que em 2015, mas ainda acima do teto da meta do governo – deve forçar o BC (Banco Central) a subir juros. Para economistas, a autoridade monetária deve agir na primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), comandado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, marcada para dia 19, e elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Os juros estão estáveis em 14,25% desde final de julho.

Um novo ciclo de alta de juros servirá para mostrar que o BC está comprometido com o controle da inflação, explicam analistas. As projeções para 2016 estão cada vez mais pessimistas desde meados de 2015, reflexo da preocupação com as contas públicas do País. A mediana das previsões é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre 2016 em 7,18%, segundo o boletim Focus do BC.

“A única coisa a fazer é elevar os juros. (…) Mas a taxa teria uma ação sobre as expectativas. Acho que é justamente esse o caminho que o BC vai seguir”, afirma Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados. Pelas contas de Thais, o IPCA deve fechar este ano em 8%. Já a taxa Selic chegaria a 16% ao ano.

Luis Otavio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, prevê um ciclo de altas mais curto. Para ele, o Copom aumentará a Selic agora e de novo em março, levando a taxa a 15,25% ao ano.

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