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Para barrar o avanço do zika vírus, União Europeia quer desinfectar aviões e navios

No alerta epidemiológico, é enfatizado que não há como dimensionar o quanto o vírus circulou na Capital, uma vez que as manifestações clínicas podem ser brandas ou até inexistentes. (Foto: EBC)

Temendo a chegada do zika vírus ao Hemisfério Norte, devido ao aumento da temperatura nos próximos meses, a União Europeia começou a discutir medidas para impedir a sua propagação nos países do bloco. Em discurso para deputados em Estrasburgo, na França, representantes da Comissão Europeia defenderam a necessidade de respostas “contundentes” ao avanço da doença. Segundo eles, a propagação do vírus é característica de um mundo globalizado e, por isso, os países deveriam providenciar a desinfecção de navios e aviões.

“Com a chegada da primavera e do verão, esses mosquitos podem reintroduzir o zika vírus na Europa, o que exige medidas efetivas de controle”, ressaltaram.

Em cooperação com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras instituições afins, o bloco investirá pelo menos 10 milhões de euros na investigação do possível elo entre o vírus e a microcefalia. Não está descartada, ainda, a destinação de outros 14 milhões de euros para o desenvolvimento de uma vacina.

Um mapa da epidemia do zika vírus divulgado pela OMS aponta a ocorrência de casos da doença na França e na Itália, através de pessoas infectadas fora da Europa. De acordo com a entidade, pelo menos 52 países ou territórios já registraram a transmissão local. (AG)

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