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Para ex-ministro da Fazenda, ginástica é uma das piores coisas para a sobrevivência

Economista Antônio Delfim Netto defende o sedentarismo como forma de prolongar a vida. (Foto: Reprodução)

Um vídeo em que o economista Antônio Delfim Netto, defende o sedentarismo como forma de prolongar a vida viralizou nas redes sociais. Embora tenha sido publicado há alguns anos, o trecho que ganhou popularidade novamente mostra o ex-ministro da Fazenda dizendo que fazer ginástica é uma das piores coisas para a sobrevivência.

De acordo com Delfim Netto, o coração tem um limite de batimentos cardíacos. Após atingi-lo, o músculo para. Sendo assim, atividades físicas que aumentam a frequência cardíaca, como a corrida, aumentam esse consumo e, portanto, encurtam a vida.

“O coração é um músculo que quando você nasce, ele vai bater 1.432.729.226. Quando chegar nisso, o músculo para. Cada vez que eu dou uma corrida, eu consumo muito mais. Quer dizer, eu estou encurtando a minha vida”, afirma Delfim Netto.

Piadas e críticas

Os comentários da publicação no vídeo do ex-ministro se dividem entre piadas e críticas: “Delfim Neto defendendo sedentarismo passando pela sua TL”, diz um usuário do Twitter que compartilhou o vídeo. Outro usuário da rede critica: “o argumento é falacioso. Quem pratica esporte de forma constante, possui uma média de batimentos cardíacos/dia mais baixa do que os sedentários”.

Certo e errado

E, realmente, o usuário do Twitter está certo e Delfim Netto, errado.

“Ser sedentário, gasta muito mais o coração do que fazer atividade física por 30 minutos. Tanto que o sedentarismo é um dos fatores de risco mais prevalentes para problemas cardíacos”, afirma Marcio Atalla, professor de educação física especialista em nutrição e colunista do jornal O Globo.

Coração mais eficiente

Atalla explica que embora a atividade física intensa eleve os batimentos cardíacos durante a prática a 180, por exemplo, no restante do dia, a pessoa ficará com uma frequência cardíaca em torno de 60 a 70. Já um sedentário, terá uma frequência cardíaca em repouso mais elevada: de 85 a 90.

Isso significa que o coração de uma pessoa que faz atividade física é mais eficiente do que o de um sedentário. Pois ele consegue levar sangue, nutrientes e oxigênio para o corpo com menos esforço.

“Por isso é importante ter uma frequência cardíaca mais baixa no repouso. Significa que o coração está mais forte”, diz o especialista.

Risco de doenças

Além do coração, já está mais do que comprovado que exercícios em geral reduzem o risco de diversas doenças, como câncer, diabetes, osteoporose, além de melhorar o sistema imunológico e a cognição.

Para uma vida saudável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as principais diretrizes de saúde recomendam a prática de, pelo menos, 30 minutos de atividade física moderada por dia. As informações são do jornal O Globo.

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