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Para facilitar aprovação, governistas defendem acelerar pautas no Congresso ainda neste ano

O argumento é de que as pautas podem ter maior dificuldade de serem aprovadas na nova formação do Congresso, que tomará posse em 2027. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Parlamentares da base do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o governo do petista precisa aproveitar os últimos dois meses deste ano para a aprovação de matérias de seu interesse.

O argumento é de que as pautas podem ter maior dificuldade de serem aprovadas na nova formação do Congresso Nacional eleita em 2026, com maioria da oposição.

Entre as prioridades, estão a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, envio e aprovação de um nome para ocupar o cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e
um orçamento que acomode as promessas feitas durante a campanha.

Além do governo, integrantes do Centrão querem aproveitar o momento e discutir propostas como um novo sistema eleitoral, a diminuição da maioridade penal e, até mesmo, uma eventual reforma do Judiciário.

Nas palavras de um líder governista, o governo Lula será dividido em dois momentos, no mínimo: o primeiro começa nesta semana e vai até 4 de janeiro, um dia antes da posse para o novo mandato. “Ele [Lula] tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura, tem que cumprir promessas agora. Pilotar o controle das Casas Legislativas”, afirmou.

Nesse cálculo, entra o interesse na manutenção de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.

Ambos ajudaram na campanha de Lula, também em uma estratégia de autoproteção contra o crescimento do PL, e podem disputar suas cadeiras com algum nome da direita, em especial Rogério Marinho (PL-RN), na eleição para a presidência do Senado.

Com o apoio do Palácio do Planalto, Alcolumbre e Motta teriam nas mãos instrumentos para articular suas candidaturas como a liberação de emendas e a distribuição de cargos. A eleição para o comando das Casas ocorrerá em fevereiro de 2027.

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