Ícone do site Jornal O Sul

Ministro da Economia diz que o número de vacinados é muito baixo e defende a aceleração da vacinação

Guedes voltou a defender vacinação em massa para superar crise. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em entrevista publicada nesta sexta-feira (19) e concedida a veículos internacionais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que o total da população vacinada contra a covid-19 no Brasil ainda é “muito pouco”  e disse ser preciso trabalhar para acelerar o processo.

“5% da população foi vacinada, ainda é muito pouco. Temos que melhorar muito, trabalhar muito. Estamos ampliando os acordo que temos de vacinas. As estimativas iniciais eram que até o fim do ano teríamos 500 milhões de vacinas, mas isso vai ser muito tarde. Estamos acelerando todos os nossos contratos para adiantar a entrega dessas vacinas”, disse Guedes, aos jornais espanhóis El Mundo e Expansión.

Guedes se tornou um defensor da vacinação em massa para a retomada da economia. Ele chegou a se reunir com executivos da farmacêutica Pfizer para acertar a compra de 100 milhões de doses da vacina para o Brasil.

Dados do consórcio de veículos de imprensa, formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e UOL mostram que o Brasil vacinou, no total, 15.615.057 de pessoas até esta sexta. O número corresponde a 5,43% da população.

O ministro disse que nos próximos seis meses será preciso tentar vacinar o máximo possível da população brasileira:

“A reação só pode ser uma: vacinação em massa para garantir o retorno seguro ao trabalho.”

Ele afirmou ainda que o Brasil estava começando a sair da crise, com a economia reaquecendo, quando chegou a segunda onda da pandemia. Enquanto especialistas alertavam para o recrudescimento do coronavírus, Guedes passou meses negando uma segunda onda da pandemia no Brasil e dizendo que a alta de casos registrada desde o fim do ano passado era apenas um “repique”.

Na entrevista, Guedes afirmou que o País está passando por um momento difícil, mas destacou que medidas como a retomada do pagamento do auxílio emergencial ajudarão nesse processo. O benefício acabou em dezembro e só começará a ser pago em abril, após forte pressão do Congresso.

“Estamos um contexto difícil, dramático, porém seguimos com as reformas por um lado e reativando os programas de auxílio”, afirmou.

Guedes disse que o dólar alto é resultado, principalmente, do choque causado pela pandemia de covid-19 e da oposição que, nas palavras do ministro, vende uma imagem negativa do País no exterior.

“Esse tipo de câmbio de 5 e pouco é um excelente momento para investir no Brasil. Ele é fruto muito mais do choque da pandemia e um pouco ainda do problema interno político, porque depois de 30 anos de centro-esquerda, os que perderam as eleições não estão de acordo com isso, e vendem uma imagem negativa do Brasil no exterior. Agora, a centro-direita está mudando essa realidade do Brasil”, afirmou Guedes, acrescentando que o câmbio deve diminuir dentro dois anos com a entrada de investimentos privados e recuperação econômica.

O ministro voltou a dizer que o Brasil se transformou na nova fronteira global de investimentos após a atualização de marcos regulatórios em setores como saneamento, gás e ferrovias, combinada à aprovação da PEC Emergencial e independência do Banco Central.

“Temos uma pauta de investimentos através de marcos regulatórios, Banco Central independente e marco fiscal para vencer o momento difícil”, afirmou, acrescentando: “O Brasil é a maior fronteira de investimento disponível no mundo.”

Sair da versão mobile