Entre as dificuldades pelas quais Porto Alegre está passando nos últimos anos, a que mais preocupa é a econômica, pois é a área que impulsiona qualquer setor. Não só os cidadãos porto-alegrenses, mas também a prefeitura da capital gaúcha pensa diariamente em extensas listas do que pode ser mudado para reverter este quadro negativo. É dentro do tema “Porto Alegre que queremos”, que o prefeito Nelson Marchezan Jr. palestrou no Tá Na Mesa da Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul) nesta quarta-feira (21).
Marchezan destaca o que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre está fazendo para melhorar a infraestrutura local. Uma das novidades é o início das obras no Cais Mauá, que começará até o final deste mês. Também serão reiniciadas as obras da Copa do Mundo de 2014 no próximo dia 23 de março. A orla do Guaíba, em fase final de revitalização, terá sua primeira modificação entregue no dia 26.
Mas nem todas as notícias são boas. Para Marchezan, se Porto Alegre não mudar, “ela seguirá o mesmo caminho, com índices negativos expressivos somados pelo Estado”, alerta. O prefeito anseia por mais comunicação, rapidez e transparência para resolver os problemas vividos pela capital gaúcha. Comparada a outras capitais do Brasil, de acordo com ele, Porto Alegre é a única que não cresceu na despesa mensal líquida. Boa Vista apresenta 2,58 positivos, enquanto a Capital aparece no índice divulgado pelo Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais de 2017 com -0,56.
“Enquanto todas as outras capitais estão no azul, somos a única em vermelho”, destaca Marchezan. Que completa dizendo que na Capital, as despesas crescem mais do que a receita. A previsão divulgada pelo prefeito é de que em 2019, Porto Alegre alcance um percentual de 54,18% de déficit. “A cidade precisa seguir os caminhos que são confiados e discutidos pelas instituições e pelos cidadãos”.
Esses caminhos foram listados por Marchezan em forma de investimentos. Educação, saúde e segurança são os pilares desenvolvidos pelo prefeito que acredita que em dois anos uma cidade pode não mudar o quanto se deseja, mas que o pontapé inicial para a mudança é “fazer tudo o que precisa ser feito”. (Marysol Cooper/ O Sul)
