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Parlamentares dos Estados Unidos pedem a gigantes da internet que preservem evidências de possíveis crimes de guerra russos

Objetivo seria impedir que governo ucraniano ataque infraestrutura civil e moradores no Donbass. (Foto: Reprodução)

Quatro deputados democratas dos Estados Unidos pediram aos CEOs de YouTube, TikTok, Twitter e Meta Platforms, nesta quinta-feira (12), que preservem conteúdo que possa ser usado como evidência de supostos crimes de guerra russos na Ucrânia.

A Ucrânia e o Ocidente dizem que as tropas russas cometeram crimes de guerra em sua invasão ao seu vizinho, na qual milhares de civis foram mortos. A Rússia nega as acusações e diz que não tem civis como alvo.

“As plataformas de mídia social removem rotineiramente conteúdo visual que glorifica a violência ou o sofrimento humano ou pode levar a mais perpetrações de violência, (já que) implementaram corretamente políticas de conteúdo visual para proteger seus usuários”, diz a carta, assinada pelos deputados Carolyn Maloney, Gregory Meeks, Stephen Lynch e William Keating.

No entanto, segundo os parlamentares, o tratamento dispensado a esse material pode “resultar na remoção não intencional e na exclusão permanente de conteúdo que possa ser usado como evidência de possíveis violações de direitos humanos, como crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio”, afirmou a carta.

Em uma carta a Mark Zuckerberg, CEO da proprietária do Facebook, a Meta, os parlamentares, incluindo os líderes dos comitês de Supervisão da Câmara e Relações Exteriores, Carolyn Maloney e Gregory Meeks, encorajaram a empresa a preservar o conteúdo postado em seus sites.

Esse conteúdo “poderia potencialmente ser usado como evidência, pois o governo dos EUA e os monitores internacionais de direitos humanos e responsabilidade investigam crimes de guerra russos, crimes contra a humanidade e outras atrocidades na Ucrânia”, dizia a carta.

s cartas também foram assinadas por dois presidentes de subcomissão, William Keating e Stephen Lynch.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta quinta-feira uma resolução para estabelecer uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por tropas russas em lugares próximos à capital, Kiev, medida que a Rússia disse ser um acerto de contas político.

Na manhã desta quinta-feira, a alta comissária das Nações Unidas, Michelle Bachelet, denunciou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU uma série de violações e abusos cometidos em território ucraniano, em sua maioria por forças militares russas.

Uma missão de monitoramento visitou 14 cidades atingidas pelo conflito e registrou, até o momento, ao menos 300 execuções sumárias de civis e 204 casos de desaparecimento forçado.

Entre denúncias relatadas ao Conselho está o episódio na aldeia de Yahidne, onde 360 moradores foram obrigados por forças russas a passarem 28 dias isolados em um único porão, convivendo com a superlotação e falta de saneamento básico e água potável. As informações são do jornal O Globo, de agências internacionais de notícias e da ONU.

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