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Parlamento britânico interrompe sessão por causa de uma goteira

Vazamento de água no Palácio de Westminster, onde ficam as casas do Parlamento, causou uma goteira na sala do plenário. (Foto: UK Parliament/Jessica Taylor)

O Parlamento do Reino Unido foi forçado a interromper suas atividades mais cedo nesta quinta-feira (4) após um vazamento de água no Palácio de Westminster causar uma goteira na sala do plenário. As informações são da agência de notícias Reuters.

Deputados debatiam política tarifária quando a goteira começou a pingar em cima da área de imprensa, forçando o vice-presidente da casa, Lindsay Hoyle, a suspender a sessão.

“Eu espero conseguir terminar meu discurso antes que a chuva nos interrompa. Me parece um símbolo das muitas pessoas que pensam que o Parlamento está quebrado”, disse o deputado Justin Madders, competindo com o som da água que caía.

A insatisfação dos britânicos com o Parlamento tem crescido nas últimas semanas após uma série de votações e impasses aprofundarem a incerteza do brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. A sessão foi encerrada duas horas antes do previsto.

As partes mais antigas do Palácio de Westminster foram construídas em 1907. O prédio tem enfrentado problemas de manutenção por décadas e frequentemente é objeto de obras e reparações.

Grande parte do acabamento da fachada exterior está caindo e atualmente é protegido por andaimes. Há planos para uma restauração que custaria bilhões de libras, mas as obras exigiriam que o Legislativo fosse temporariamente transferido para outro prédio, uma medida impopular entre vários parlamentares.

Prejuízos do Brexit

O Reino Unido perdeu 6,6 bilhões de libras em atividade econômica a cada trimestre desde que votou a favor de deixar a União Europeia, segundo a S&P Global Ratings, a mais recente instituição financeira a estimar os prejuízos do Brexit.

Em um relatório publicado nesta quinta-feira, o economista sênior de estatísticas da agência, Boris Vidro, disse que a quinta maior economia do mundo seria cerca de 3 por cento maior até o final de 2018 se o Brexit não tivesse sido aprovado no referendo de junho de 2016.

As taxas de crescimento trimestrais teriam uma média de 0,7 por cento, em vez de 0,43 por cento, afirmou ele.

“Imediatamente após o referendo, a libra caiu cerca de 18 por cento. Esse foi o indicador mais pertinente do impacto do voto, e a devastação que ele criou, através da inflação, vem se espalhando pela economia”, disse Vidro.

À medida que as importações se tornaram mais caras, a inflação começou a subir, reduzindo os gastos das famílias. A inflação estimada pela S&P foi 1,8 por cento maior do que seria no terceiro trimestre de 2017.

A estimativa é um pouco menor do que uma avaliação feita pelo Goldman Sachs no início desta semana, que estabeleceu o custo para a economia em cerca de 600 milhões de libras por semana. Isso equivale a 7,8 bilhões de libras por trimestre, de acordo com cálculos da Reuters.

O relatório da S&P foi baseado na abordagem Doppelganger, uma técnica econométrica que usou uma economia do Reino Unido com base no desempenho de outras economias para estimar como o Reino Unido se desenvolveria caso não tivesse decidido deixar a UE.

A projeção também inclui Estados Unidos, Canadá, Japão, Irlanda, Dinamarca, Portugal e Hungria.

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