Ícone do site Jornal O Sul

Partidos parabenizam Lula: PSD e União defendem diálogo, Podemos diz que atuará com independência e PSDB fará oposição

O União Brasil falou em unir o País e o PSD defendeu apoio a medidas de equilíbrio fiscal. (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

União Brasil, PSD, Podemos e PSDB parabenizaram nessa segunda-feira (26) Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição à Presidência da República. O PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, também reconheceu a vitória do petista, mas cobrou esclarecimentos sobre o processo eleitoral.

As manifestações indicam diferentes posições das siglas em relação ao novo governo. União Brasil e PSD defenderam diálogo institucional, enquanto o Podemos afirmou que atuará com independência no Parlamento e o PSDB anunciou que seguirá na oposição. Já o PL reconheceu o resultado, mas manteve questionamentos sobre a eleição.

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou que, encerrada a disputa, é momento de “unir o País em torno de uma agenda comum”.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que parlamentares e governadores da sigla manterão uma “relação republicana” com o governo federal.

Em nota, o Podemos desejou que Lula tenha “sabedoria e responsabilidade” para governar o país e afirmou que colocará os interesses do Brasil e da população acima das disputas políticas.

O PSDB, por sua vez, parabenizou o presidente reeleito, mas afirmou que fará oposição “com responsabilidade, equilíbrio e firmeza”.

Lula foi reeleito no domingo (25), ao derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Na totalização das urnas, o petista obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

PL

O Partido Liberal, legenda de Flávio, reconheceu a vitória de Lula, mas cobrou esclarecimentos sobre o processo eleitoral. A manifestação ocorre em meio a questionamentos levantados por aliados do candidato derrotado sobre as condições em que ocorreu a votação.

Flávio afirmou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula. O reconhecimento do resultado pelo partido, portanto, não significa o encerramento das contestações políticas e judiciais relacionadas à disputa.

União Brasil

Em nota, Antônio Rueda cumprimentou Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela vitória e afirmou que o resultado das urnas deve ser respeitado.

“A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido”, afirmou.

Rueda acrescentou que o União Brasil está disposto a apoiar medidas que promovam o crescimento econômico, a geração de empregos e a redução das desigualdades.

PSD

Gilberto Kassab também parabenizou Lula e Alckmin e desejou êxito à nova equipe de governo.

O dirigente afirmou que o PSD pretende apoiar iniciativas voltadas à redução das desigualdades sociais, ao equilíbrio fiscal, à geração de empregos e à atração de investimentos. Também citou prioridades como pesquisa, ciência, inovação, fortalecimento do SUS e educação.

Podemos e PSDB

O Podemos afirmou que atuará com independência no Parlamento, colocando os interesses nacionais acima das disputas partidárias.

O PSDB, por sua vez, desejou êxito ao presidente reeleito, mas reiterou que permanecerá na oposição. A nota, assinada pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, e pelo líder do partido na Câmara, Adolfo Viana, defendeu críticas ao governo com responsabilidade e respeito aos interesses do País.

Diálogo 

As manifestações ocorrem em um momento em que Lula precisará ampliar o diálogo com partidos de centro para construir uma base de apoio no Congresso durante seu quarto mandato.

PSD, MDB, Republicanos, União Brasil e Progressistas estão entre as siglas cujo apoio será importante para o governo, diante de um Legislativo em que a direita ampliou sua presença.

Nesse cenário, o presidente reeleito terá de negociar com partidos que não integram o núcleo do PT para aprovar projetos e viabilizar sua agenda.

A economia também será um dos principais desafios. O governo precisará conciliar medidas de ajuste fiscal e estímulo ao crescimento com o controle da inflação, a geração de empregos e o cumprimento das promessas sociais feitas durante a campanha. (Com informações do portal g1)

Sair da versão mobile