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Partidos União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB e Cidadania decidem manter seu bloco e encaminham reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara dos Deputados

Motta fez um gesto para aproximar os parlamentares do PSD e defendeu que o bloco político formado pelo Centrão seria uma ferramenta importante para a sobrevivência do polo político dentro da Casa. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Os líderes da Câmara dos Deputados e dirigentes de partidos do Centrão decidiram em reunião, realizada na quarta-feira (14), manter o bloco na próxima Legislatura, que começa em fevereiro de 2027. As legendas também sinalizaram que irão “caminhar unidos” e apontaram que o atual presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), terá apoio para iniciar o diálogo em busca de sua reeleição.

Fazem parte desse bloco os partidos União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB e Cidadania.

“Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço a todos os 513 deputados e avançando nas decisões importantes para o país. Com esse espírito de união, harmonia e compromisso, o bloco seguirá trabalhando de forma conjunta. O bloco também caminhará unido na eleição da Mesa Diretora do próximo ano. O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados”, disse a nota assinada pelos líderes e dirigentes partidários.

Além das legendas que compõem o bloco, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, participou da reunião representando a federação Solidariedade-PRD. Lideranças do PDT também já demonstraram apoio à recondução de Motta.

“Conversamos com o presidente Hugo e temos total disposição para apoiá-lo. Não houve ainda deliberação formal, mas a tendência é essa sim”, declarou ao Valor o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE).

Motta vem buscando atrair apoio dos partidos de centro e também de esquerda para sua recondução em meio às especulações sobre a eleição para a Mesa Diretora da Câmara após o resultado do primeiro turno, quando o PL conquistou a maioria das cadeiras na Casa. O partido de direita elegeu 121 deputados, tornando-se a maior bancada da Câmara e passou a ventilar que apoiaria um nome alternativo ao de Motta para comandar a Casa.

Na terça-feira (13), Motta reuniu-se com o PSD e defendeu a manutenção do bloco de centro. “Esse bloco, antes de qualquer aspiração pessoal, representa a sobrevivência política para ocuparmos os postos-chave aqui na Casa”, afirmou o presidente aos parlamentares.

Ele citou como exemplo a Comissão Mista de Orçamento (CMO), que hoje é presidida pelo PSD. “O deputado Domingos Neto preside essa comissão graças ao bloco parlamentar que foi formado no início da Legislatura que está terminando”, apontou.

Motta fez um gesto para aproximar os parlamentares do PSD e defendeu que o bloco político formado pelo Centrão seria uma ferramenta importante para a sobrevivência do polo político dentro da Casa.

O presidente da Câmara defendeu ainda que, a partir do bloco, será possível negociar posições da Mesa, das comissões permanentes, até as futuras relatorias e comissões especiais.

Apesar da resistência de parte expressiva da bancada do PL ao nome de Motta para presidir a Casa, diante da sinalização de apoio do deputado ao candidato do PT na eleição nacional, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, fez um acordo com o dirigente do Republicanos, Marcos Pereira, e trocou o apoio da sigla à Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno por votos no PL para a recondução de Motta.

Deputados da sigla, no entanto, defendem que por ter uma bancada expressiva, há direito de pleitear a presidência da Casa. Um dos principais nomes citados é o do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). Há ainda um mapeamento de quantas comissões o PL teria direito. (Com informações do Valor Econômico)

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