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PDT, PRB, PR e PROS venderam apoio a Dilma?

A oitiva está pré-agendada para dia 24 de março, por meio de videoconferência com Porto Alegre. (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Um ponto explosivo da delação premiada dos executivos da Odebrecht vai tratar da forma como foram cooptados apoios de pequenos partidos à candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff. A revista Veja trouxe, no último final de semana, a informação de que nessa parte a delação vai trazer detalhes escabrosos sobre valores pagos ao PDT, PRB, PR e PROS para que cedessem seus tempos de rádio e TV à ex-presidente na campanha eleitoral de 2014.

Liberação da BR-116

A liberação do tráfego onde está sendo reconstruída parte da BR-116, na altura do km 178, entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis, levou o deputado federal Mauro Pereira (PMDB) ao Ministério dos Transportes, em Brasília.

Ele solicitou que seja liberado o quanto antes o tráfego. O deputado mostrou dados indicando os prejuízos causados pela demora na interdição, no trecho que desmoronou devido às chuvas na metade do mês passado, impedindo a passagem de veículos em ambos os sentidos.

Pacote em duas frentes

O governo atua em duas frentes para buscar apoio ao pacote de projetos de reforma do Estado. A primeira delas, na área da comunicação, buscando esclarecer dúvidas junto à opinião pública. A outra frente se dá junto aos deputados da sua base. Pode-se dizer que o desempenho do governo na área da comunicação vem produzindo, até aqui, resultados melhores que na área política.

A busca de apoio político

No momento, pelas informações que reservadamente deputados da base deixam escapar, o governo ainda não tem maioria para aprovar sequer projetos que exijam maioria simples. No caso das propostas de emenda constitucional, a situação torna-se mais difícil por exigir dois terços para aprovação. Em alguns casos, a dificuldade de obter os votos situa-se inclusive dentro da própria bancada do PMDB. Em resumo: a maioria está pensando apenas na próxima eleição, em 2018.

Fechamento de questão

Em relação à bancada do PMDB, o governo já decidiu que vai exigir do partido o fechamento de questão, obrigando a bancada a votar ao lado das medidas.

Para negociar?

A proposta que altera a forma de pagamento do 13 salário, permitindo o pagamento de 50% no último dia útil de dezembro, e a segunda parcela em novembro do ano seguinte, é a medida mais rejeitada entre os deputados. Poderá ser objeto de negociação, com a troca da sua retirada, pelo apoio a outras medidas.

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