O apresentador Luciano Huck, que esteve perto de se filiar ao PPS para tentar a Presidência da República, doou mais de R$ 250 mil a candidatos do partido que vão disputar eleições para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
Ele destinou R$ 50 mil a cada postulante a deputado federal. Entre os que receberam estão Humberto Laudares (SP), Marcelo Calero (RJ), Marco Marrafon (MT) e Will Bueno (MG). Para candidatos a deputado estadual, ele deu R$ 25 mil -um dos beneficiados foi Paulo Gontijo (RJ), presidente do Livres, movimento pró-liberalismo
Vídeo para incentivar doações
Huck também emprestou a voz para um vídeo que incentiva eleitores a realizar doações para candidatos ao Legislativo identificados como movimentos de renovação política. “A velha política tem muito dinheiro pra se manter no poder”, afirma o apresentador no vídeo.
Huck é fundador de dois grupos de renovação, o RenovaBr e o Agora!. O apresentador já declarou que vai doar nessas eleições para um fundo criado dentro do PPS para candidatos identificados com os chamados movimentos cívicos.
Além disso, no início de setembro, Huck e as organizações que participa lançarão um aplicativo no estilo Tinder (aplicativo de paquera bastante popular). O #Temmeuvoto foi criado com o objetivo promover o “encontro” entre o eleitor e o candidato – ou seja, promover um “match” entre as duas partes. Para isso, o usuário irá responder um breve questionário. A partir dessas respostas, o aplicativo irá sugerir alguns candidatos que correspondem aos anseios daquele eleitor.
Criador de movimento de renovação se lança ao Senado
Fundador e presidente do Instituto Brasil 21, um dos movimentos de renovação que andaram surgindo em meio à crise dos últimos anos, Pedro Henrique de Cristo, 34, se lança agora numa aventura inédita, como candidato a senador por São Paulo pela Rede Sustentabilidade. A informação é de Marcos Augusto Gonçalves, do jornal Folha de S. Paulo.
Sua história começa na Paraíba, Estado natal, passa por estudos na Inglaterra e na universidade Harvard, nos EUA, desembarca na favela do Vidigal, no Rio, para um projeto inovador, e chega à cidade de São Paulo, onde passou a morar desde 2016, depois de ter sido ameaçado pelo poder paralelo carioca.
Em Harvard, onde se matriculou com bolsa integral das fundações Lemann e Estudar, dedicou-se a pesquisas interdisciplinares que procuravam unir o desenho de políticas públicas ao de espaços públicos e ao uso de tecnologia para criar redes comunitárias.
“Os movimentos de renovação são essenciais para a transformação política do Brasil. Dentro do contexto atual é o único caminho. Por isso, me juntei a outras pessoas para iniciar esse movimento de mudança, fundando o Brasil 21. É verdade que esta tem sido uma batalha árdua para os movimentos, mas nossas vitórias existem”, afirma o ativista.
Ele ainda aposta no eleitor. “Certamente o eleitor quer novidades nesta eleição. Está mais do que na hora dos políticos atuais abrirem espaço para novas gerações mais preparadas para lidar com os desafios de São Paulo e do Brasil no século 21. A eleição para o Senado é a grande oportunidade para nós, cidadãos, começarmos a tomar a nossa democracia de volta, há décadas nas mãos dos cartéis políticos que monopolizam o poder. Precisamos democratizar nossa democracia e não podemos esperar mais.”
