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Perícia conclui que os tiros que atingiram um ônibus da caravana de Lula no Paraná foram disparados do alto

Dois disparos foram efetuados contra o veículo. (Foto: Reprodução)

Os dois tiros que atingiram a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 27 de março, no Paraná, foram disparados de uma posição elevada e detrás do ônibus alvejado, quando o veículo já havia passado. A conclusão é do laudo pericial da Polícia Civil, divulgado à imprensa na tarde de quinta-feira (05). Ainda não foram identificados suspeitos do ataque.

Segundo o perito Inajá Kurowski, o atirador estava a uma distância aproximada de 19 metros, sendo três metros acima do ônibus. Ele podia estar em um barranco ou até mesmo em uma casa, por exemplo.

De acordo com Kurowski, apenas um dos três veículos da caravana foi atingido, diferentemente de informações divulgadas após o ataque, que mencionavam dois ônibus. Duas balas atingiram a lateral e o vidro do veículo, no lado oposto ao do motorista.

A perícia também concluiu que a arma utilizada foi de calibre 32. Existe a suspeita de que tenha sido uma garrucha, arma de fogo de cano curto, considerada obsoleta. A munição, inclusive, já saiu de fabricação.

Os peritos não conseguiram determinar se o veículo estava parado no momento do ataque. Também ficou provado que os pneus foram furados por miguelitos e que os ônibus foram atacados com pedras e ovos.

De acordo com a polícia, a perfuração do outro ônibus não se tratava de um tiro, mas sim de uma pedrada. Foi feita a raspagem do material, que deu negativo para chumbo. A caravana de Lula foi atingida na PR-473, que liga as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Laranjeiras, sob o comando do delegado Helder Lauria.

Segundo ele, já foram ouvidas 15 testemunhas, entre passageiros e policiais rodoviários. O delegado afirma que não há prazo para concluir o inquérito. A apuração deve agora voltar ao local do crime, indicado pelos presentes, para colher mais informações.

Imprensa internacional

A imprensa internacional repercutiu o ataque a tiros contra o ônibus que transportava petistas e jornalistas que acompanhavam a caravana de Lula no Paraná. Jornais dos Estados Unidos e do Reino Unido enfatizaram aspectos como o clima de insegurança política que o episódio pode trazer em um ano eleitoral que já promete ser conturbado.

O norte-americano The Wall Street Journal e o britânico “The Guardian” deram destaque ao episódio em suas redes sociais. O primeiro trouxe como chamada “Ônibus transportando apoiadores do ex-líder brasileiro Lula são atingidos por tiroteio”, enquanto o segundo postou notícia com o título “Ônibus de turnê de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva são atingidos por tiros em ataque”.

Reproduzindo nota de agências de notícias como a Associated Press, os também norte-americanos The Washington Post e The New York Times destacaram: “Líder do Brasil: ataque a ônibus de Lula da Silva poderia trazer instabilidade”.

O periódico espanhol El País também chamou atenção para o incidente no interior do Paraná, reproduzindo uma reportagem da agência francesa AFP. No título, ambos os sites frisaram a ocorrência de “disparos e pedradas” contra a comitiva petista.

 

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