Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22) aponta que 54% da população são contra a nomeação de militares para cargos no governo federal e 41% são favoráveis.
Ainda de acordo com a pesquisa, 5% dos entrevistados não souberam opinar.
A pesquisa ouviu 2.071 pessoas de todas as partes do país entre os dias 11 e 12 de maio.
Em maio do ano passado o Datafolha fez a mesma pesquisa. Na época, 52% se disseram contra a presença de militares no governo federal e 43% disse que apoia.
Governo Bolsonaro
A presença de militares no governo federal aumentou após a chegada ao Planalto do presidente Jair Bolsonaro.
Em julho do ano passado o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um levantamento que mostra que, sob Bolsonaro, mais que dobrou a presença de militares da ativa no governo federal: eram 6.157, contra 2.765 em 2018, durante o governo de Michel Temer.
Bolsonaro nomeou militares inclusive para chefia de ministérios. Um deles foi o general Eduardo Pazuello, que esteve à frente do Ministério da Saúde entre maio de 2020 e março de 2021.
A nomeação de Pazuello, que não tem experiência na área de saúde, foi questionada. O general deixou o ministério após desgastes provocados pela demora na compra de vacinas contra a Covid-19, o colapso na saúde de Manaus marcado pela falta de oxigênio, e pela defesa do uso de hidroxicloroquina, medicamento cuja ineficácia para a doença é cientificamente comprovada.
Durante a sua passagem pelo Ministério da Saúde, Pazuello colocou outros militares em cargos relevantes da pasta.
Pazuello nomeia mais militares
Portarias com as nomeações foram publicadas na edição da terça (19) do ‘Diário Oficial da União’. Além dessas modificações, secretário de Inovação pediu para deixar a pasta, segundo assessoria.
O ministro-substituto da Saúde, general Eduardo Pazuello, nomeou mais nove militares do Exército para atuar no ministério. As nomeações foram publicadas na edição de terça-feira (19) do “Diário Oficial da União”.
O governo vem aumentando a presença de militares no Ministério da Saúde desde a saída de Luiz Henrique Mandetta do comando da pasta. O primeiro foi Pazuello, nomeado secretário-executivo do então ministro da Saúde Nelson Teich, que deixou o cargo na semana passada.
No final de abril, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz foi exonerado do cargo de secretário-executivo adjunto da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e, para o lugar dele, foi nomeado o coronel do Exército Antônio Élcio Franco Filho, que havia comandado a Secretaria de Saúde de Roraima antes de ir para o governo federal.
Em outra portaria publicada nesta terça, Pazuello mudou o cargo do coronel Antônio Élcio. Agora ele será secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde.
Já no começo de maio, pelo menos outros dois militares foram nomeados para atuar no ministério. Com informações do G1.
