Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) lideram na rejeição entre eleitores. Enquanto o petista, que disputa a reeleição, tem 52% de rejeição, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 54%, segundo a nova pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, divulgada na sexta-feira (14).
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que significa que há empate técnico e o petista e o candidato do PL têm rejeição semelhante.
No início de agosto, Flávio era o pré-candidato com maior rejeição entre os testados, com a desaprovação de 54% dos eleitores, recuo de três pontos percentuais em relação a julho e número que se mantém nesta rodada. Mais próximo do início do ano, em abril, o percentual era menor, de 52%.
Já Lula marcava 52% de rejeição em agosto, número que interrompeu uma tendência de queda no índice. Em julho, ele havia obtido 50%, tendo atingido o percentual de 53% em junho e de 55% em abril.
Segundo a pesquisa, Lula apresenta o maior potencial de voto, com 45% dos eleitores afirmando que poderiam votar no atual presidente. Apenas 3% dos eleitores responderam desconhecer o petista. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem potencial de voto de 41%, sendo desconhecido por 5% dos eleitores.
A Quaest destaca que, entre os demais candidatos, o desconhecimento supera o potencial de voto e rejeição. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 22% de potencial de voto e 35% de rejeição, enquanto 43% não conhecem o candidato.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 19% de potencial de voto, 34% de rejeição e 47% de desconhecimento entre os eleitores. Já Renan Santos (Missão), que aparece com 14% de potencial de voto e 21% de rejeição, é desconhecido de 65% do eleitorado. Os outros candidatos são desconhecidos por mais de 70% dos eleitores.
Ao longo dos últimos meses, a campanha de Flávio fez esforços para aproximar o candidato do eleitorado feminino e reduzir a rejeição dele nessa faixa da população. Os dados indicam que esse percentual segue alto. Entre as mulheres, 55% dizem que não votariam no senador, ante 50% que rejeitam Lula.
A pesquisa é a primeira feita após ele anunciar a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para ser vice na chapa presidencial, após afirmar que escolheria uma mulher para a vaga. Em março, durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do INSS, que presidiu, Gaspar foi acusado por parlamentares de estupro de vulnerável. O bolsonarista nega o crime e colocou seu material genético à disposição para a realização de um exame de DNA, como forma de rebater a suspeita. Como mostrou jornal O Globo, um comerciante que é peça-chave na acusação apresentou versões opostas sobre o caso.
Já a campanha de Lula monitora os efeitos da investigação contra o filho do presidente — Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — por suspeita de tráfico de influência, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação também apura um repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
A pesquisa indica que o tema ainda não gerou impacto na rejeição do petista no eleitorado independente, apesar do avanço de Flávio nesse segmento. São 60% os que dizem não votar no atual presidente, ante 62% na última pesquisa. No mesmo grupo, 59% não escolheriam Flávio, ante 60% no levantamento anterior.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026. (Com informações do jornal O Globo)
