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Pesquisa Quaest: 44% temem volta da família Bolsonaro ao poder, e 42%, mais um mandato de Lula

Medo de uma vitória de Flávio Bolsonaro voltou a ser maior numericamente, pela primeira vez desde agosto. (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado)

Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores têm medo da volta da família Bolsonaro ao poder com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto 42% temem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, os dois cenários apareciam empatados numericamente, com 43% cada um.

Já a parcela dos eleitores que dizem temer os dois cenários passou de 3% para 6%. O percentual dos que afirmam não ter medo de nenhum deles oscilou de 6% para 4%.

É a primeira vez desde 14 de agosto que o medo da volta da família Bolsonaro supera numericamente o da reeleição de Lula. Naquele levantamento, 45% temiam o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% tinham medo de um novo mandato do petista.

A maior diferença entre os dois cenários aparece entre os beneficiários do Bolsa Família. Nesse grupo, 63% dizem temer a volta da família Bolsonaro, ante 58% na pesquisa anterior. Já o percentual dos que têm medo da reeleição de Lula passou de 29% para 23%. Neste recorte, a margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os jovens de 16 a 34 anos, o medo da reeleição de Lula superou numericamente o de uma vitória de Flávio Bolsonaro, com 47% contra 43%. Na pesquisa anterior, os dois cenários registravam 45%. A margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos.

Já entre os eleitores de 35 a 59 anos, o cenário se inverteu: 44% disseram temer a vitória de Flávio, enquanto 42% apontaram a reeleição de Lula. No levantamento anterior, 46% temiam a permanência do petista no poder, contra 40% que tinham medo da volta da família Bolsonaro.

Questionados sobre o que causa mais medo atualmente, 44% dos entrevistados apontaram a volta da família Bolsonaro ao poder, ante 43% no levantamento anterior. Já 42% disseram temer mais um mandato de Lula, contra 43% anteriormente. Outros 6% afirmaram ter medo dos dois cenários, percentual que era de 3%, enquanto 4% disseram não temer nenhum dos dois, ante 6%. Não souberam ou preferiram não responder 4% dos entrevistados, em comparação com 5% na pesquisa anterior.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, o receio da volta da família Bolsonaro é ainda maior: 63% apontaram esse cenário, ante 58% no levantamento anterior. Já 23% disseram temer mais um mandato de Lula, percentual que era de 29%. O medo dos dois cenários passou de 4% para 7%, enquanto 3% afirmaram não temer nenhum deles, ante 5%. Outros 4% não souberam ou não responderam, contra 5% anteriormente.

Na faixa etária de 16 a 34 anos, 47% afirmaram temer mais um mandato de Lula, ante 45% na pesquisa anterior. A volta da família Bolsonaro foi apontada por 43%, percentual que era de 45%. Outros 5% disseram ter medo dos dois cenários, contra 3% anteriormente, enquanto 2% não temem nenhum deles, ante 4%. Não souberam ou não responderam 3%, em comparação com 4% no levantamento anterior.

Entre os entrevistados de 35 a 59 anos, 44% apontaram a volta da família Bolsonaro como o cenário que mais causa medo, ante 40% anteriormente. Já 42% disseram temer mais um mandato de Lula, contra 46% na pesquisa anterior. O medo dos dois cenários subiu de 3% para 6%, enquanto 4% afirmaram não temer nenhum dos dois, ante 6%. Outros 4% não souberam ou não responderam, percentual que era de 5%.

Segundo turno

No cenário de segundo turno da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto, ante 46% registrados há uma semana. Lula (PT) mantém os mesmos 44% do levantamento anterior.

Os entrevistados que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer somam 9%, percentual que não mudou. Já os indecisos passaram de 1% para 2%.

Os dois candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram entrevistadas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como BR-08535/2026.

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