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Pesquisa Quaest: Lula retoma liderança no 1º turno e mantém empate com Flávio no 2º

Candidatos do PT e do PL registram 42% das intenções de voto nas simulações de segundo turno. (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado)

Às vésperas do primeiro turno da eleição, a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nessa segunda-feira (28), revela um movimento de afunilamento em direção ao voto útil. De acordo com a sondagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou dois pontos para cima no primeiro turno em relação ao levantamento anterior e agora lidera com 39% das intenções de voto, fora da margem de erro de dois pontos percentuais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) variou um ponto para cima e totaliza 34%. O avanço de ambos é impulsionado pela queda dos indecisos, que caíram de 8% para 5% e pela desidratação dos candidatos da chamada terceira via. Em apenas um mês, esse bloco secundário viu sua preferência cair de 16% para os atuais 12%.

O esvaziamento progressivo das opções de centro sinaliza uma antecipação do voto útil. Eleitores que antes orbitavam em torno de nomes com menor viabilidade eleitoral passaram a migrar, conforme a pesquisa, para os dois candidatos mais competitivos. No cenário de segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados, com 42% cada um. Em comparação com a rodada anterior, o presidente oscilou um ponto para cima, enquanto o senador permaneceu estável.

Ainda nos cenários de primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) oscilou dois pontos para baixo e soma 4%, mesmo percentual de Ronaldo Caiado (PSD). Já o candidato Renan Santos (Missão) aparece com 3%, e Romeu Zema (Novo) tem 1%. Outros 10% dizem que votarão em branco, nulo ou não irão votar. Os demais candidatos não pontuaram. Encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ο levantamento ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 24 e 27 de setembro. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06520/2026, a pesquisa apresenta nível de confiança de 95%.

Embora o quadro geral siga apertado, Lula acumula motivos para comemorar ao registrar avanços expressivos em recortes estratégicos do eleitorado. A aprovação do governo oscilou de 44% para 46%, enquanto a desaprovação passou de 50% para 49%; na avaliação da gestão, a percepção positiva oscilou de 33% para 34%, enquanto a negativa foi de 42% para 41%.

A recuperação do petista passa pelo crescimento do apoio entre as mulheres e os beneficiários do Bolsa Família, segmento no qual atinge mais da metade das intenções de voto. Além disso, o presidente e candidato à reeleição recuperou terreno no eleitorado religioso, ampliou seu apelo no eleitorado que está na faixa de renda de até dois salários mínimos e reduziu a diferença no primeiro turno para Flávio no Sudeste, maior colégio eleitoral do País.

No segmento feminino, que representa a maioria dos votantes, o cenário que apontava um empate técnico há duas semanas transformou-se em uma liderança consolidada de Lula. O petista já tinha aberto sete pontos percentuais de vantagem entre as mulheres no último levantamento e agora soma nove, registrando 46% das intenções de voto, contra 37% de Flávio. Esse avanço entre as mulheres funciona como o principal contraponto ao favoritismo do senador entre os homens, grupo no qual o candidato do PL desponta na frente com 48%, ante 38% do petista.

O crescimento de Lula também se consolida na base da pirâmide socioeconômica, onde ampliou ainda mais a diferença sobre o adversário após sequência recente de medidas de bem-estar social adotadas pelo governo federal, como o reajuste do Bolsa Família e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. Justamente neste recorte de renda de até dois salários mínimos, o petista abriu 26 pontos percentuais no segundo turno eram 22 pontos na pesquisa anterior. Nesta simulação, o presidente atingiu 55% das intenções de voto e Flávio, 29%. A margem a favor de Lula tornou-se ainda mais larga entre as famílias beneficiárias do Bolsa Família, segmento no qual abriu 32 pontos de distância eram 26 pontos antes. Neste caso, o presidente tem 59% das preferências, enquanto o candidato do PL aparece com 27%.

No recorte religioso, a pesquisa aponta que Lula expandiu no segmento católico. No cenário de primeiro turno, passou de 43% para 48%. Já Flávio oscilou de 27% para 29%. No segundo turno, o presidente cresceu de 46% para 50% das preferências entre os católicos. Já o senador permaneceu com 37%. Entre os evangélicos, a liderança do candidato do PL permanece sólida, embora a margem tenha encurtado em relação a pesquisa anterior: no primeiro turno, Flávio recuou de 49% para 46%, enquanto Lula subiu de 23% para 27%; já na simulação de segundo turno para esse eleitorado, o senador oscilou de 58% para 54%, enquanto o petista passou de 28% para 30% (Com informações do Valor Econômico)

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