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Pesquisas mostram o Supremo sob desconfiança da população

A maioria dos entrevistados vê uma alta concentração de poder nas mãos dos ministros do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o escândalo do Banco Master fez a desconfiança dos brasileiros com a Corte disparar de acordo com pesquisas Datafolha e Quaest divulgadas na semana passada. Desde o final do ano passado, apurações apontaram ligações de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro ou pessoas próximas a ele.

O cenário de desconfiança com o STF é maior pelos números da Quaest e chegam a quase metade dos entrevistados, enquanto que a confiança despencou na comparação com uma pesquisa semelhante realizada em agosto do ano passado:

– Não confia: 49%, ante 47% em agosto de 2025;

– Confia: 43%, ante 50%;

– Não sabe/não respondeu: 8%, ante 3%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios brasileiros entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-5809/2026.

Uma situação semelhante é destacada pelo Datafolha, que mostra uma continuidade da deterioração da confiança dos brasileiros no STF há dois anos:

– Não confia: 43%, ante 38% em 2024;

– Confia um pouco: 38%, ante 35%;

– Confia muito: 16%, ante 24%.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-3715/2026.

Relativo a isso, a Quaest apontou que 13% dos entrevistados veem o STF como mais afetado pelo escândalo do Master, seguido pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 11%; o governo Lula (PT), com 10%; o Banco Central, com 5%; o Congresso Nacional, com 3%; e todas estas instituições com 40%. Outros 17% não souberam ou preferiram não responder, e 1% não veem que estes órgãos foram afetados.

A pesquisa da Quaest vai além e aponta que a maioria dos entrevistados vê uma alta concentração de poder nas mãos dos ministros do STF – e a consequente falta de alternativa para conter isso. Mais recentemente, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, iniciou um périplo para tentar estabelecer um código de ética para disciplinar a atuação de seus colegas, mas vem enfrentando resistência principalmente de Moraes e Toffoli.

Segundo os entrevistados, 72% acreditam que o STF tem poder demais, enquanto apenas 18% discordam. Outros 2% não concordam e nem discordam e 8% não souberam ou não responderam. As informações são da Gazeta do Povo.

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