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Pessoas entre 30 e 39 anos são maioria nos casos confirmados de coronavírus no Rio Grande do Sul

Do total de 1.208 registros de infectados no Estado até as 20h deste domingo (26), 265 pessoas têm entre 30 e 39 anos. (Foto: Reprodução)

De acordo com dados da Secretaria da Saúde, a faixa etária com mais casos confirmados de coronavírus no Rio Grande do Sul é a de pessoas entre 30 e 39 anos. Do total de 1.208 registros de infectados no Estado até as 20h deste domingo (26), 265 estão nessa faixa de idade. Em segundo lugar, a secretaria contabiliza 242 infectados entre 40 e 49 anos. Entre 50 e 59 anos, são 213 pessoas com a doença. Entre 60 e 69 anos, são 182 registros. Entre 20 e 29 anos, são 134. Entre 70 e 79 anos, são 99 casos. De pessoas com 80 anos ou mais, há registro de 40 casos.

Em relação aos óbitos (38 em todo o Estado), o balanço da secretaria mostra que o maior número de mortes (14) está na faixa entre 70 e 79 anos. Dez das pessoas que perderam a vida no Estado tinham 80 anos ou mais. Entre 60 e 69 anos, houve sete mortes; entre 50 e 59 anos, foram quatro; entre 40 e 49, foram dois óbitos; e na faixa entre 30 e 39 anos, uma pessoa morreu de coronavírus no Estado.

Executivo contra a pandemia

O governador do RS, Eduardo Leite, participou, na tarde deste domingo (26), do 1° Congresso Online MBL, promovido pelo Movimento Brasil Livre. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, e o deputado estadual de São Paulo Arthur do Val também participaram do quarto painel do congresso, intitulado “O Executivo contra a pandemia”.

Leite lembrou que, embora as restrições de circulação tragam consequências para a população, as medidas foram necessárias uma vez que a evolução do coronavírus era, inicialmente, desconhecida. “Se não tivéssemos feito essas restrições iniciais, o custo econômico poderia ser muito maior na medida em que as pessoas começassem a observar um caos se instalando e, assim, teríamos de tomar medidas ainda mais rigorosas”, ressaltou.

O Executivo vem elaborando um modelo de distanciamento social controlado, que seja responsável com a preservação de vidas, mas sustentável do ponto de vista econômico. O modelo deve ser adotado em maio e levará em consideração características regionais e setoriais.

Os participantes do painel também discutiram a situação política atual. “Política exige energia. Colocamos o foco em um problema e buscamos solucioná-lo. Quando é preciso administrar conflitos, desperdiçamos energia que deveria estar sendo investido nas soluções das crises sanitárias e econômicas”, afirmou o governador.

Leite lembrou que o RS é um Estado comprometido com o ajuste fiscal, aprovando privatizações de empresas e reformas previdenciárias e administrativas entre 2019 e o começo de 2020. Mesmo assim, ressaltou que, perante a crise sanitária que está trazendo consequências econômicas – como a queda na arrecadação –, a intervenção do governo federal, trazendo socorro aos Estados, é indispensável. “Se não houver apoio, haverá um colapso, e quem sofrerá com a precarização dos serviços será a população”, alertou.

O 1° Congresso Online MBL também trouxe convidados para falar sobre liberdade política em tempos de pandemia, saúde no Brasil pós-pandemia, caminhos para sair da crise e o cenário nacional pós-pandemia. O painel do qual Leite participou foi mediado pelo coordenador do MBL, Rubinho Nunes. As informações são da Secretaria da Saúde do RS e do Palácio Piratini.

 

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