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Petrobras tem lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1° trimestre, queda de 7,2%

O lucro mais que dobrou em relação aos R$ 15,6 bilhões registrados entre outubro e dezembro, com alta de 110%. (Foto: ABr)

A Petrobras informou nesta segunda-feira (11) que registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, porém, a estatal apresentou forte recuperação. O lucro mais que dobrou em relação aos R$ 15,6 bilhões registrados entre outubro e dezembro, com alta de 110%.

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela apreciação do real frente ao dólar durante os primeiros meses do ano.

O Ebitda ajustado — indicador utilizado para medir a geração de caixa operacional da empresa — somou R$ 59,6 bilhões entre janeiro e março, recuo de 2,4% na comparação anual.

Por considerar apenas os três primeiros meses do ano, o balanço reflete parcialmente os impactos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, que provocou forte alta nos preços internacionais do petróleo.

O barril do petróleo Brent, referência global para o mercado, encerrou o primeiro trimestre cotado a US$ 80,61, acima dos US$ 63,69 registrados no fim de 2025. No mesmo período do ano passado, a commodity era negociada a US$ 75,66.

A Petrobras afirmou que a combinação entre a alta do petróleo e o cenário cambial mais favorável contribuiu positivamente para os resultados financeiros da companhia.

Além do avanço dos preços internacionais, a estatal destacou o crescimento da produção própria de petróleo e gás natural. Segundo a empresa, houve aumento de 16% na produção em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

A companhia também registrou crescimento na produção e nas vendas de derivados, como diesel, gasolina e querosene de aviação.

Outro indicador destacado pela Petrobras foi a geração de caixa operacional, que alcançou R$ 44 bilhões, equivalente a US$ 8,4 bilhões.

Dividendos bilionários

O conselho de administração da Petrobras também aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas.

O valor corresponde a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial.

Segundo comunicado divulgado pela estatal, a distribuição é uma antecipação da remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2026.

Os pagamentos serão realizados em duas parcelas, previstas para os meses de agosto e setembro deste ano.

A política de distribuição de dividendos da Petrobras segue sendo um dos principais pontos de atenção do mercado financeiro, especialmente diante das discussões sobre investimentos da companhia, política de preços dos combustíveis e estratégia de expansão da estatal.

Mesmo com a queda anual do lucro, analistas observam que a empresa continua apresentando forte capacidade de geração de caixa, impulsionada principalmente pela produção em campos do pré-sal e pela valorização do petróleo no cenário internacional.

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