O Palácio do Planalto decidiu enviar a peritos a gravação realizada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, com o presidente da República, Michel Temer. Auxiliares do peemedebista desconfiam que a conversa foi editada.
Se comprovada a existência de montagem nos áudios, o governo federal vai reforçar a tese de que Temer foi vítima de uma “conspiração”, como ele próprio afirmou a aliados inicialmente. O grampo foi feito por Joesley antes de ele e executivos de seu grupo fecharem um acordo de delação premiada com a força tarefa da Operação Lava-Jato.
Palacianos vão, ainda, reforçar o discurso de que o grampo foi ilegal, realizado sem a autorização da Justiça. E questionarão também a decisão a PGR (Procuradoria-Geral da República) de validá-lo.
Por volta das 18h de quinta-feira (18), ministros e aliados do presidente Temer se reuniram aos cantos, em pequenos grupos, na antessala do gabinete do mandatário, para ouvir em seus celulares e notebooks o grampo de sua conversa com o empresário Joesley. (Folhapress)
