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Planalto orienta ministros silêncio sobre operação da Polícia Federal que mira Ciro Nogueira para evitar ruídos com o Congresso

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Palácio Planalto orientou integrantes do governo a não comentarem a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A preocupação da gestão petista é evitar que a oposição argumente que a ação da PF é uma revanche após o Senado rejeitar da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribuna Federal) na semana passada, no episódio que foi a maior derrota do governo Lula no Congresso.

A orientação tem sido feita de forma informal, segundo auxiliares, e foi repassada como “sugestão” logo no começo da manhã. A ideia é que não haja manifestações públicas em declarações ou nas redes sociais.

Nesta quinta-feira (7), a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do senador, ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. A medida foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que justificou a ação listando provas de que o parlamentar seria o “destinatário central” de favores financeiros pagos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Entre as tais “vantagens econômicas indevidas”, citadas pela PF, estão a participação em uma empresa por um valor abaixo do mercado, a identificação de pagamentos mensais de R$ 300 mil, o uso de um imóvel de Vorcaro como se fosse do próprio senador e o custeio de viagens internacionais, como hospedagens, restaurantes e voos privados.

De acordo com integrantes do governo, ao silenciar sobre a operação, o Planalto quer preserva a PF e evitar acusação de uso político da instituição para desgastar adversários.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em viagem aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump na Casa Branca nesta quinta-feira, também não tratará do tema de forma espontânea. Se for questionado por jornalistas após reunião com Trump sobre o assunto, Lula deve falar de forma breve e sem manifestar opiniões.

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