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Planos de cobertura e reciclagem de nitrogênio: A importância da agricultura regenerativa em tempos de escassez de insumos

A agricultura regenerativa promove a biodiversidade e a retenção de água, fatores críticos em um cenário de mudanças climáticas. (Foto: Reprodução)

Com o crescente direcionamento de insumos para a produção de baterias elétricas, entre outros destinos, o setor agropecuário enfrenta um novo desafio: a escassez de fertilizantes essenciais, especialmente o enxofre. Essa mudança no uso dos insumos impacta diretamente a agricultura, levando à necessidade urgente de reavaliação das práticas agrícolas.

Diante desse cenário, a Sementes Com Vigor promoveu reunião técnica para debater planos de cobertura e reciclagem de nitrogênio. Foram apresentados os resultados e as análises realizadas para otimizar o uso de nitrogênio na fazenda.

Pedro Basso, agrônomo e CEO da SCV, destaca a importância da agricultura regenerativa como uma solução viável para os desafios atuais. “Este ano, a ureia foi lá para as alturas. O enxofre também. Então, testamos maneiras de economizar nitrogênio e realizamos análises de solo para discutir quais plantas podemos trazer para o nosso sistema”, explicou.

Ele ainda adiantou: “No campo experimental, testamos áreas com ervilha forrageira, ervilhaca peluda e ervilhaca comum, além de um mix com aveia, ervilhaca peluda e ervilhaca comum.”

O enxofre, componente crucial para a produção de fertilizantes, está se tornando cada vez mais escasso e caro devido à crescente demanda para a fabricação de baterias. Essa competição por insumos deixa os agricultores em uma posição vulnerável.

“Adotar práticas de agricultura regenerativa, que incluem rotação de culturas, compostagem e cobertura do solo, pode não apenas melhorar a qualidade do solo, mas também reduzir a necessidade de fertilizantes sintéticos”, explica Basso. Segundo ele, essa mudança pode levar a uma agricultura mais sustentável e resiliente, essencial em tempos de incerteza.

Além de ser uma alternativa à escassez de insumos, a agricultura regenerativa promove a biodiversidade e a retenção de água, fatores críticos em um cenário de mudanças climáticas. “Investir na regeneração do solo é um passo para garantir a produção de alimentos a longo prazo, mesmo diante de desafios como a competição por insumos”, conclui Basso.

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