O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a criticar o PT e o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em agenda nesta quarta-feira (22). Perguntado sobre qual era a posição dele em um eventual segundo turno de Bolsonaro contra o PT, Ciro desconversou e brincou com jornalistas. “Pode morrer?”, disse. “Olha, a gente está lutando por uma saída que não seja extremista, que não seja demagógica e que não seja mentirosa”, disse, sem citar os nomes dos adversários. “Vamos deixar o povo resolver.”
O pedetista também se esquivou de comentar os resultados das recentes pesquisas eleitorais. A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na segunda-feira (20), mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) como líder da corrida presidencial, com 20%, no cenário em que Luiz Inácio Lula da Silva não é apresentado aos eleitores. A seguir vêm Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.
“Pesquisa é momento, é uma fotografia de momento, mas a vida é um filme”, disse.
Propostas
Ciro disse ainda que, se eleito, vai evitar a valorização artificial do real ante o dólar. “O dólar vai ser administrado de forma profissional. Nós vamos evitar a valorização artificial da nossa moeda”, afirmou. Em reação a pesquisas eleitorais, o dólar rompeu ontem a barreira dos R$ 4, movimento contrário ao que o pedetista disse querer evitar. Ciro evitou, no entanto, comentar qual o nível adequado do câmbio.
“Quero fazer uma política que retome a indústria de petróleo, gás e bioenergia, além de incentivar o complexo industrial da saúde e do agronegócio. De modo que a gente tenha substância para atrair dólares sadios, e não especulativos. O câmbio vai ser usado para quem produz e trabalha pelo Brasil”, afirmou.
Ciro se comprometeu ainda a retomar obras de infraestrutura para gerar dois milhões de empregos no primeiro ano de governo. Ele prometeu incentivar o investimento em segurança pública. Na saúde, Ciro disse que quer criar um fundo de R$ 4 bilhões destinados a unidades básicas que cumprirem metas de diminuição de mortalidade materno-infantil, além do controle de diabetes e hipertensão.
Corpo a corpo
Ciro se atrasou para a agenda em Osasco e acabou não discursando ao público que o esperava no largo em frente à estação da CPTM, no centro da cidade. Ele tirou fotos com apoiadores e moradores de rua. Ele não deixou, porém, de cumprir o ritual de candidatos na cidade, ao comprar um cachorro quente, um dos símbolos do município.
Na barraquinha em que comprou o sanduíche, Ciro foi confrontado com uma pergunta inusitada. “Cadê a Patrícia Pillar?”, questionou um comerciante. “Me separei dela há dez anos”, respondeu Ciro. Ele estava acompanhado da atual namorada, Giselle Bezerra. A ela, coube apartar uma jovem que questionava os altos salários dos políticos ao candidato.
“Deixa comigo”, disse Giselle aos seguranças de Ciro. Ela então conversou com a jovem por cerca de três minutos. “Expliquei para ela que o Ciro é diferente e a convidei para conhecer nossas propostas no site”, disse.
