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Polícia Civil investiga cinco brigadianos envolvidos em confronto que resultou na morte de aposentado em Torres

Incidente ocorreu em frente a prédio residencial na área central da cidade. (Foto: Reprodução)

Após a própria Brigada Militar (BM) instaurar inquérito sobre o envolvimento de cinco integrantes da corporação em um confronto que resultou na morte de um agente aposentado da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil também passar investigar o caso. O incidente foi registrado em Torres (Litoral Norte) na madrugada de segunda-feira (23).

Fábio Zortea, 59 anos, foi atingido por disparo efetuado por um dos brigadianos ao defender os dois filhos, de 33 e 37 anos, em frente ao prédio onde reside a família. Ambos haviam supostamente se envolvido em tumulto na área central da cidade e supostamente não atenderam à ordem policial de parar o veículo no qual voltavam para casa.

Alcançados pela viatura, teriam reagido aos policiais, dando início a uma confusão. Alertado, o agente aposentado desceu de seu apartamento e se envolveu no confronto, registrado por pelo menos dois vizinhos, a partir de suas janelas. As cenas serão analisadas, assim como de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e de pessoas envolvidas.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) também acompanha o andamento da investigação, que abrange também os filhos da vítima que entraram em luta contra os brigadianos. A Justiça de Torres já concedeu liberdade provisória aos irmãos.

Detido na Delegacia da Polícia Civil de Torres, um deles, conseguiu chegar a tempo no velório do pai. Já o outro continua internado no hospital Nossa Senhora dos Navegantes, por ter sido baleado em uma das pernas durante a confusão com os integrantes da Brigada Militar.

Fabio Cesar Zortea ingressou na instituição em 1994 e exerceu suas atividades na delegacia do órgão em Osório, onde se aposentou em 2014. Também por meio de nota oficial, a Polícia Rodoviária Federal manifestou solidariedade à família do policial morto no incidente:

“A PRF está prestando o apoio à família e acompanhará as investigações da Polícia Civil e da Brigada Militar, responsáveis pela apuração das condutas dos envolvidos, enquanto se coloca à disposição em contribuir para uma justa e isenta investigação”.

Brigada Militar se manifesta

“Em primeiro lugar, a Brigada Militar lamenta a morte do policial aposentado e reforça a integração que mantém com a Polícia Rodoviária Federal”, declarou a BM por meio de nota oficial. “O Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Litoral já instaurou inquérito policial militar para apurar os fatos.”

O texto acrescenta que: “A corporação também informa que os policiais militares envolvidos na ocorrência já estão afastados de suas atividades e serão atendidos pelo serviço psicossocial prestado pelo Comando Regional, em Osório. Tão logo o IPM seja concluído, no prazo máximo de 60 dias, a Brigada Militar prestará as devidas informações”.

Ordem dos Advogados do Brasil

A seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou, classificando o episódio de “lamentável” e “preocupante”. No texto, a entidade promete acompanhar o desdobramento do caso e defende a necessidade de apuração dos fatos com a maior agilidade possível.

“A cidadania não pode mais conviver com casos de violência e abusos”, salienta. “Seguiremos acompanhando o caso até seu devido e completo esclarecimento.”

(Marcello Campos)

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