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Polícia conclui que motorista de carro alegórico desgovernado não tinha visibilidade

Carro da Paraíso do Tuiuti imprensou pessoas na grade da Sapucaí. (Foto: Reprodução)

A polícia concluiu o inquérito que indiciou quatro pessoas pelo acidente com um carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, no domingo de carnaval, na Sapucaí.

Segundo a delegada titular da 6ª DP, Maria Aparecida Mallet, não havia condições de dirigibilidade uma vez que o motorista, Francisco de Assis, não tinha visibilidade da pista após o carro entrar na avenida.

Vinte e três pessoas ficaram feridas. De acordo com a delegada, todos vão responder por lesão corporal e atropelamento.

No início do mês, ela já havia informado que o motorista, o engenheiro Edson Gaspar e os diretores de carnaval, Leandro Azevedo, e de alegorias, Jaime Benevides, haviam sido indiciados por imperícia, imprudência e negligência.

O motorista foi indiciado também por lesão corporal culposa. Segundo a polícia, apesar de ter avisado sobre a dificuldade de enxergar a pista, ele poderia ter se recusado a dirigir, mas não o fez. Por isso, será responsabilizado no artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (lesão corporal culposa decorrente de acidente de trânsito).

A delegada ressaltou que, das 24 vítimas do acidente, apenas uma, Ana Cláudia Fernandes, representou criminalmente contra a escola.

“Se não fosse por ela, eu não poderia nem mesmo instaurar inquérito”, destacou.

Quanto ao acidente da Unidos da Tijuca, a delegada informou que uma das mais de 20 vítimas prestou depoimento e afirmou que o carro não estava superlotado. Só o projeto da alegoria e o laudo pericial poderão esclarecer se a estrutura foi projetada para suportar o peso que recebeu no desfile.

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