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A polícia europeia classifica o ciberataque como “sem precedentes”

Autoridades aconselharam vítimas a não pagarem aos hackers. (Foto: Freepik)

A Europol, serviço europeu de polícia composto pelos países membros da UE (União Europeia), classificou o ciberataque deflagrado na sexta-feira contra computadores em todo o mundo como “sem precedentes”. Em comunicado, a agência acrescentou que a ação “exigirá uma complexa investigação internacional para identificar os culpados”.

Mais de 90 países foram afetados pela ação de hackers, o que comprometeu o funcionamento de empresas e organizações. No Reino Unido, a principal vítima foi o Serviço Público de Saúde britânico (NHS), quinto empregador do mundo, com 1,7 milhão de funcionários. O mais temerário efeito dos ataques é que os pacientes podem ser colocados em risco.

Multinacionais como a gigante espanhola Telefónica ou a montadora francesa Renault, que suspendeu sua produção para tentar conter a contaminação pelo vírus, também foram afetadas. A empresa americana de entregas expressas FedEx, a companhia ferroviária pública alemã Deutsche Bahn e o ministério do Interior russo foram comprometidos. Segundo a empresa de segurança digital Kaspersky, a Rússia foi o país mais atingido pelos ataques. Os meios de comunicação russos afirmam que vários ministérios, assim como o banco Sberbank, estiveram sob ameaça.

Computadores na Espanha, Rússia, México e Itália reportaram a infecção de um vírus “ransonware”, que explora uma falha nos sistemas Windows, exposta em documentos vazados da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).

O centro de monitoramento do Banco Central da Rússia “detectou uma distribuição em massa do software daninho”, revela um comunicado do Banco Central citado pelas agências de notícias russas.
As autoridades americanas e britânicas aconselharam pessoas, empresas e organizações afetadas a não pagarem aos hackers, que exigem um resgate para desbloquear os computadores infectados.

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