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Polícia Federal cita falta de servidores e pede ao ministro André Mendonça, do Supremo, mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação de Lulinha

Ministro do STF determinou que polícia concluísse, em até 60 dias, avaliação de itens apreendidos em operações. (Foto: Carlos Moura/STF)

A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para concluir a análise do material apreendido na investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que cita o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi apresentado após a corporação afirmar que não conseguiu finalizar as diligências determinadas pelo relator dentro do período de 60 dias fixado anteriormente.

No ofício encaminhado ao Supremo, a PF afirma que enfrenta dificuldades para cumprir a determinação em razão da escassez de servidores responsáveis pela extração e análise dos dados apreendidos durante a investigação. Segundo a corporação, o volume de equipamentos recolhidos e a limitação de pessoal especializado impediram a conclusão do trabalho no prazo inicialmente estabelecido.

A cobrança por celeridade partiu do próprio Mendonça. Ao prorrogar o inquérito, o ministro determinou que a Polícia Federal apresentasse, em até 60 dias, a avaliação do conteúdo dos celulares, computadores e demais equipamentos apreendidos ao longo da investigação, demonstrando incômodo com a demora no andamento das diligências.

O material analisado poderá embasar novos desdobramentos da apuração, incluindo a necessidade de novas oitivas, perícias ou medidas investigativas. Entre os nomes mencionados ao longo das investigações está o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cuja eventual participação é objeto de apuração pela Polícia Federal. Até o momento, ele não foi denunciado nem responde a ação penal relacionada ao caso.

Entre as suspeitas investigadas pela Polícia Federal está a de que Lulinha seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e diz que ele não tinha conhecimento dos esquema de fraudes no INSS.

As apurações sobre fraudes no INSS e envolvendo o caso Master estão no centro de um desconforto entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo, relator de ambas as investigações na Corte.

Em janeiro deste ano, a PF informou ao STF que apurava citações a Lulinha no inquérito sobre fraudes no INSS. À época, a corporação afirmou que não havia indícios de envolvimento direto do empresário nas irregularidades investigadas, mas mencionou a possibilidade de um vínculo indireto, que seria analisado no curso das investigações.

Na mesma manifestação, a PF ressaltou que, até aquele momento, não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas condutas relacionadas aos descontos associativos fraudulentos investigados no âmbito do INSS. (Com informações do jornal O Globo)

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