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Polícia Federal cogitou fazer buscas na Câmara dos Deputados, mas foi barrada por procurador

Deputado federal Eduardo da Fonte (foto). (Foto: Câmara dos Deputados)

Na maior ação policial contra políticos já autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a PF (Polícia Federal) chegou a solicitar buscas dentro da Câmara dos Deputados. O alvo era o gabinete do líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), um dos investigados por participação no esquema de corrupção na Petrobras. Na operação, realizada na semana passada, foram feitas buscas em residências e escritórios do senador Fernando Collor (PTB-AL), Fonte e outros quatro políticos.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer enviado ao STF, discordou de buscas na Câmara. O MP (Ministério Público) argumentou que não encontrou elementos que justificassem a medida, classificada por Janot como gravosa.

De acordo com o documento, não havia indícios de que atos ligados ao esquema teriam sido praticados no local. Para o procurador, por ser minimamente gravosa ação desse tipo há que ser reservada somente para situações em que aflorem sólidos fundamentos.

Posto da Torre
Em relação ao deputado, os investigadores apuram se há relação com o esquema de corrupção depósitos feitos pelo Posto da Torre, do doleiro Carlos Chater, para a empresa ADPL Motors, que tem Eduardo da Fonte como sócio. Foram identificados repasses de 46,6 mil reais no ano de 2011.

A empresa de Chater era utilizada pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema, para realizar pagamentos de propina e lavagem de dinheiro. O deputado negou ter ligação com as irregularidades na empresa. A negativa à tentativa da PF de levar a ação para dentro da Câmara foi utilizada por Janot para mostrar força e garantir o controle das investigações contra os políticos. A disputa entre MP e PF já provocou até a paralisação de depoimentos da Lava-Jato. (Folhapress)

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